A volta da Nintendo?

Com games para celular e um console híbrido inovador, a empresa está recuperando o tempo e o mercado perdidos

Postado dia 02/02/2017 às 08:30 por Robinson Vinícius

nintendo

Foto: Divulgação

Desde julho de 2015, a Nintendo voltou para lista dos tópicos mais comentados devido ao lançamento de Pokemon Go. Você deve se lembrar, aquele jogo de sair andando pela rua, para conseguir os bichinhos. As ações da empresa subiram tanto que ela teve que emitir um comunicado avisando que a Nintendo não havia sido responsável pelo desenvolvimento do jogo. Logo suas ações despencaram e as atenções voltaram-se para a verdadeira desenvolvedora, a Niantic. Mas registra-se aí a reaparição da Nintendo.

Porém, rapidamente o jogo decaiu no gosto popular e se tornou monótono. Logo surgiram comentários e críticas. Já não está mais na lista de mais jogados.

Mas com isso, a Nintendo, que já havia demonstrado interesse em entrar para a área de games mobile, só teve uma certeza: a força que a marca ainda tinha com seus personagens tão carismáticos. Não é necessário ser um jogador recorrente para conhecer personagens tão bonitinhos e engraçados como Mario ou Donkey Kong.

Tendo certeza do poder de suas franquias em smartphones, a Nintendo logo anunciou Super Mario Run em uma conferência de novidades da Apple, surpreendendo a todos e voltando o foco das mídias para a Nintendo. Jogo esse que, de início, lançado apenas para aparelhos da linha Apple, teve uma grande sacada: a empresa disponibilizou alguns estágios do jogo gratuitamente, para que assim, pudesse atrair um número máximo de jogadores. Os demais estágios estão à venda.

E ainda, antes do desfecho de 2016, a Nintendo anunciou seu novo console, o Nintendo Switch. Um híbrido entre consoles de mesa e portáteis. E dessa vez, para bater de frente com suas concorrentes, a empresa promete focar em públicos mais hardcore, saindo um pouco da linha que vem seguindo há anos.

Inovador na área dos híbridos, o console conta com dois controles, chamados de Joy-Con: pequenos controles podem se conectar em uma tela pequena touchscreen que pode ser levada a qualquer lugar. Cada Joy-Con possui ainda acelerômetro e sensor de movimentos, prato cheio para os que adoram jogos de movimentos. Segundo a Nintendo, em seu modo portátil, a bateria do Switch durará por volta de seis horas. Nada muito diferente dos portáteis anteriores, que duravam até 8 horas.

Mas, caso você seja daqueles mais caseiros, o console ainda pode ser ligado em sua televisão. Basta conectar os dois Joy-Com ao Grip, formando uma um controle sem fio, parecido com um controle comum de console. A tela ainda deve ser colocada no console para que os games funcionem. Vale ainda lembrar que os jogos são executados em maior resolução quando ligados à TV. Por fim, ainda pode-se jogar apenas com o Joy-Con na mão. Em uma das conferências que mostraram as funcionalidades do Switch, jogadores se enfrentavam em disputas de tiro, algo à lá faroeste.

Mesmo com um hardware inferior às concorrentes (que lançaram versões de seus aparelhos que suporte gráficos Ultra HD neste ano), a empresa conseguiu fazer muito barulho e ser o centro das atenções de 2016. Resta saber se as concorrentes acreditarão no sucesso do Nintendo Switch e desenvolverão games para o mesmo, ou se teremos apenas ports de games feitos para outros consoles. Independentemente de o sucesso acontecer ou não, uma coisa é certa: este será um console pioneiro na área dos híbridos, algo jamais visto no mundo.

Para os interessados de plantão, o Switch já chega na América do Norte em 3 de março, por $299,00, com um dos títulos mais esperados para o Nintendo Wii U, que veio também em sua versão para Nintendo Switch: The Legend of Zelda: Breath of Wind.

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Robinson Vinícius

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