Você topa mudar suas atitudes?

Só existe uma coisa imutável no mundo. É a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, tudo irá mudar

Postado dia 12/04/2017 às 09:00 por Valter Mello

mudanças

Em uma postagem anterior, “O desafio da eficiência em logística”, escrevemos sobre a necessidade de controlar o seu negócio e melhorar a sua eficiência. Sem dúvida, é somente através de uma operação bem controlada que você terá a chance de atender bem o seu cliente e destacar-se da concorrência.

No terceiro tópico daquele artigo desenvolvemos a ideia do quanto é importante ser flexível e que, para conseguir isso, sempre será necessário fazer mudanças. Ocorre que mudanças significam escolhas e essas muitas vezes são dolorosas, visto que mexem com a rotina de seus colaboradores.

Mudanças afetam o ambiente de trabalho ao provocar uma nova ordem nos sistemas em uso e na estrutura física da empresa. Isso frequentemente implica em ruptura das relações sociais existentes, não porque exigirão reduções em seu quadro de pessoal ou aumento da carga de trabalho (essas coisas nem sempre ocorrem), mas simplesmente porque exigirão novas atitudes por parte de seus colaboradores. Citando Edgar Schein[1]: “As pessoas não reagem às mudanças, elas reagem a serem mudadas”.

Essas reações podem ter raízes racionais – que devem ser consideradas, mas com maior frequência são emocionais, principalmente quando envolvem os atributos sociais das relações, como status das funções; relações hierárquicas; padrões de cooperação; questionamento das competências, satisfação com o trabalho realizado e conforto. O grau de resistência poderá levar ao desenvolvimento de bloqueios dramáticos para as transições, impedindo que sejam feitas de modo orgânico ou sistemático.

É nessa hora que começamos a ouvir frases como “mas eu sempre fiz desse jeito…”; “isso não vai levar a nada…”; “isso já foi tentado antes…”; e tantas outras frases que poderiam ser epitáfios em um cemitério das ideias.

A reação pode desenvolver-se sob diversas máscaras. Poderá ser visível pelo retraimento, pela resignação, pela indiferença, por uma resistência passiva, e nos casos mais graves manifestar-se ativamente com boicotes ou greves – isso é quando a vaca vai pro brejo definitivamente.

Portanto, ao planejar as mudanças, é fundamental antecipar-se às reações, começando por conhecer o seu time com seus pontos fortes e suas fraquezas, e incluir ações que reduzam as probabilidades de fracasso.

A resistência às mudanças poderá ser vencida se você seguir estes 7 passos:

  • Tenha (ou seja) uma liderança forte;
  • Envolva os seus colaboradores no projeto de mudanças;
  • Tenha uma visão clara do projeto e compartilhe seus objetivos. Trabalhe duro por ele;
  • Mantenha um canal para diálogos abertos e frequentes;
  • Dê aos seus colaboradores o papel de agentes de mudanças. Dê-lhes o protagonismo;
  • Trace metas claras e mensuráveis. Tenha expectativas realistas;
  • Celebre seus resultados em conjunto.

Participe conosco. Conte-nos sobre sua participação em uma mudança de sucesso ou mesmo uma que tenha falhado. Comente sobre quais foram os fatores que intensificaram as reações ou contribuíram para o sucesso. Curta, compartilhe, e aguarde o nosso próximo artigo.

[1] Criador do conceito de cultura organizacional

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Valter Mello

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