Você e o som

Todo som conta uma história

Postado dia 21/12/2016 às 09:00 por Luis Misiara

som

Foto: Reprodução

É inegável que a música e o som nos cercam diariamente.  Seja por vontade própria ou inércia, somos sujeitos a estímulos sonoros através de infindáveis dispositivos e objetos. Falando como uma pessoa que ama o som, sinto que posso dividir um pouco do motivo pelo qual prezo tanto por essa “força invisível.

Todo som conta uma história.

Seja o timbre ou a coloração de um baixo em uma música de rock – que se apresenta da maneira que ouvimos devido a escolhas do músico, do produtor e dos engenheiros de som – até o zumbido da geladeira ou o estalido de britadeiras em obras públicas, todo som encontra seu fundamento na física e no engenho (que corresponde à ação humana ou à física se manifestando na natureza).

É na constituição material de cada objeto ou meio que reside o motivo pelo qual cada som é o que é, o chamado “timbre”  – nos nossos exemplos acima, o material do qual são feitas as ferramentas e os objetos com os quais elas entram em contato, ou ainda o instrumento específico e a maneira como o seu impulso elétrico foi transmitido do baixo até o amplificador e deste até o microfone, indo até a mesa de som, sendo então transformado em sinal de som ou em código binário.

Tudo isso parece muito técnico e talvez desnecessário para esta reflexão, mas o foco aqui é que nenhum som se dá por acaso. Há muitas explicações esotéricas ou místicas quanto a uma harmonia cósmica de sons na qual estaríamos inseridos – dependendo de onde se procurar, pode estar aí a explicação do meio urbano ser percebido como tão caótico e dissonante, já que seus sons assim o são.

O que eu sugeriria para você, leitor, antes de qualquer outra coisa, é exercer uma escuta ativa. Escolha dois sons no seu dia e, de início, tente mentalizá-los isoladamente. Pode ser mais difícil experimentar isso com a guitarra de uma música complexa, com muitos instrumentos em seu arranjo, mas também aí há um desafio interessante. Tente comparar os dois sons em alguns quesitos: agudo vs. grave, ruidoso vs. suave, distorcido vs. limpo… Com o tempo, esse exercício torna-se quase que uma meditação. Conhecendo os sons do mundo (e o seu ouvido interagindo com eles, e até mesmo como o seu cérebro reage a determinados sons), você encontrará uma fonte de prazer e uma curiosidade que talvez não existisse antes.

A partir deste ponto, qualquer música poderá ser fonte de um estudo informal mas não por isso desimportante. Trata-se de um exercício que trará benefícios inegáveis tanto para músicos (iniciantes ou experientes) quanto para pessoas que simplesmente se interessam pelo que entra em seus ouvidos.

Lembre-se: nenhum som é do jeito que é por acaso. Descubra essa infinita e invisível variedade!

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Luis Misiara

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