A vida após a maternidade

Tenho notado uma grande preocupação por parte das mamães em relação a este tema. Será que serei boa mãe? Será que conseguirei fazer as coisas de que gosto da mesma forma?

Postado dia 27/03/2017 às 08:42 por Raissa Barouch

maternidade

Foto: Reprodução

Sim, são muitas perguntas, um turbilhão de sentimentos, preocupações durante a gestação e também após a chegada do bebê.

A verdade é que não existe uma resposta exata para nenhuma dessas questões. Afinal, tudo isso depende de vários fatores como: a disponibilidade de tempo da mãe, criação que a mãe julga ser a correta, cuidados especiais que a criança ou a mãe precisam ou venham precisar, entre outros.

O fato é que tais fatores são os que diferenciam a vida de uma mamãe para outra. Muitas vezes nós, mamães, lidamos com situações do tipo: “Nossa, você ainda não parou de amamentar? Você dá muito colo, por isso vive cansada” ou ainda “depois que tive filho, eu não faço mais isso. Eu nem saio mais, isso é coisa de quem não tem filhos”.

Não seremos menos mãe porque gostamos de sair para conversar com amigos, tampouco se optarmos por ficar em casa e ter esse bate papo lá mesmo. Não estamos estragando um filho por dar colo quando ele pede, tampouco fazendo mal a ele se, em algum momento, não pudermos ou não julgarmos necessário que isso aconteça.

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E em relação a questionamentos alheios, a mãe precisa se manter segura em relação às suas regras e decisões e não ficando preocupada e se questionando. Se estiver tudo de acordo, indo como desejou, continue. Quem vai determinar como a vida deve prosseguir após a maternidade é ninguém menos que nós mesmas, mamães.

Claro que às vezes recorremos à ajuda especializada para que consigamos de alguma forma moldar e dar um norte a vida que queremos.

Eu, por exemplo, tive muitos medos e dúvidas, conversava e converso muito com meu marido e familiares. Sempre conversei muito com meu marido falando da importância dele na vida do nosso filho, sempre quis que ele pudesse fazer tudo que uma mãe faz. E, sim, ele sabe! (Menos dar o mamá no peito, né?! rs)

A nossa rotina ajudou muito e fez com que eu ficasse mais segura nos dias do ápice de insegurança e medo, pois trabalhamos de casa e assim ele pode me ajudar e ficar com nosso filho ainda mais. Criamos uma rotina para que pelo menos uma vez por dia ele fizesse o bebê dormir, tirasse um tempinho para brincar e desse alguns banhos durante a semana.

E quando começaram a papinha e o desmame ele faria isso sozinho, sem a minha presença. Deu super certo! Hoje com 10 meses ele fica super bem com o pai, assim eu consigo sair para passear e bater papo com as amigas, ir ao cinema, ir ao salão de beleza… Coisa que, na minha opinião, é importantíssimo, pelo menos uma vez por semana, no período de uma horinha. Nós mães nos julgamos muito, a todo momento colocamos dúvidas e deixamos nosso medo aflorar, mesmo tudo estando sob controle, fazendo nos cansar ainda mais.

Independentemente da forma que escolhermos para educar, o trabalho desprendido é também o mais prazeroso. Com certeza é o maior trabalho de todos, mas também o melhor deles.

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Raissa Barouch

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