A vergonha de ser petista

Os candidatos do partido mudaram as cores de suas campanhas, mas não conseguirão mudar a história da legenda petista

Postado dia 29/08/2016 às 10:26 por Pedro Henrique

PT

Foto: Reprodução/Internet

 

O PT está em vias de desespero. Não é novidade para ninguém o aperto que o partido está recebendo de todos os lados pela já comprovada participação em inúmeros esquemas corruptores. Esquemas esses que envolvem outros partidos, é verdade, mas que, substancialmente, eram geridos pela cúpula do PT. Todos os escândalos que vêm sendo descobertos, desde o mensalão até o petrolão, só serviram para que a imagem do partido se sujasse de forma irrevogável, que seus apoiadores se afastassem. Até os sindicatos, que outrora eram a força motriz do partido, hoje buscam não se envolver nas porcarias deixadas por esse partido em vias de morte.

O mais recente episódio, que está gerando certos risos e algum espanto, trata das estratégias de marketing que estão sendo adotadas pelos candidatos petistas nas eleições municipais deste ano. Muitos abandonaram os simbolismos e as cores do PT, como se isso, por si só, já apagasse toda a história que depõe contra o partido. Não mudam o número da legenda justamente porque não podem, caso contrário assim o fariam.

A realidade é que isto mostra a decadência do partido e como até mesmo seus candidatos assumem que é vergonhoso carregar o fardo de ser do PT. Quem é quer esconder. Quem não é só lamenta que ainda haja pessoas filiadas a este partido. A ganância e o conchavo com pessoas e empresas que nadam na ilicitude fizeram do PT um grupo cadavérico, um fantasma errante que procura encontrar algum corpo no qual pode ser evocado. Apostam no PSOL como invólucro para seus espíritos comunistas. Fiquemos espertos!

Nadaram em terrenos pantanosos. Andaram entre aqueles que apostam na imoralidade como modo de vida, e assim viveram de acordos simplórios que expõem o suor público ao ridículo. Um partido que prostituiu a confiança de milhões de brasileiros deveria ter vergonha, de fato, vergonha ao ponto de assumir suas falhas e recolher suas bandeiras. Mais vergonha ainda deveriam ter aqueles que gastam suas vidas no ato de tentar eleger um partido que, factualmente, mostrou-se pútrido. Um partido que não gera confiança, um partido que mostrou que caminha com bandidos, tornando-se, ele também, um deles.

Os candidatos do PT que negaram as cores e os simbolismos do partido pensam que nos enganam. Acham que usar batinas em bordeis alivia a devassidão de seus atos e consciências! Acreditam que mudar a cor de vermelho para amarelo (ou azul, quem sabe) mudaria também a história que envolve gangrenas corruptas e vergonhosos anos de roubo de dinheiro público. Acreditam que mudar a cor de uma bandeira transformará tudo em bonanças, em esquecimento popular. Não!

Eu lembro dos bilhões que foram tirados das mesas dos trabalhadores, eu lembro do suor que desce todos os dias da testa suja e enrugada dos operários que tiveram que dar mais de 40% do seu ano de trabalho em tributos ineficientes, tributos esses que ainda eram utilizados para alimentar o luxo de empresários e políticos. Tributos usados para financiar prostitutas em luxúrias alheias de demônios. Isto mesmo, demônios – não posso pensar em outra analogia. Afinal, se é ele o pai da mentira, o PT deve ser seu centro de consultoria.

Pessoas morreram não conseguindo dar uma roupa descente para suas crias, tendo que mendigar o leite enquanto seus impostos alimentavam a devassidão corruptora de milionários. Isto eu não esqueço, podem mudar a cor de suas propagandas o quanto quiserem.

Não venham me falar em bonanças, em projetos criados, em Bolsa Família e etc. O ladrão que deixa migalhas de pães roubados não é caridoso ou honesto, é um zombeteiro que distribui mendicâncias. Se eles acreditassem em suas próprias ideologias, que dizem que tudo que é produzido é do operário que produz, então eles devolveriam os milhões roubados que foram distribuídos entre “triplexes” e luxos vadios.

Desculpe PT: Tente outra vez, dessa vez não colou!

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Sobre o Autor

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Pedro Henrique

Pedro Henrique, filósofo, ensaísta, crítico social, estudioso de política e palestrante

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