A velha Ordem da música que nunca deixa de soar Nova

Music Complete, o novo álbum do New Order, é o melhor lançamento da banda desde Technique, de 1989

Postado dia 17/03/2016 às 00:00 por Leonardo Carrasco

Foto: Divulgação/Internet - A banda New Order lança novo disco

Foto: Divulgação/Internet – A banda New Order lança novo disco

O mais recente álbum do New Order foi lançado no dia 22 de setembro de 2015, mas com tanta coisa acontecendo nos últimos meses, incluindo mortes muito sentidas, acabei deixando pra comenta-lo só agora. Bom, pelo menos pude ouvi-lo mais vezes pra emitir um parecer mais lúcido (?).

Music Complete é o primeiro disco da banda que não conta com as clássicas linhas de baixo do grande Peter Hook. Ele faz falta? Com certeza. O disco é fraco? De maneira alguma!

É difícil fazer comparações, mas eu estou encarando-o como o melhor lançamento da banda desde Technique de 1989. O que deu pra sentir é que a banda ficou mais à vontade pra experimentar novos sons sem a presença de Hook. Claro que o disco soa como muita coisa que o grupo fez no passado, porém não deixa de ser uma excelente pedida pra 2016. Curtir esses sons na pista é sensacional, afinal estamos falando dos mestres nessa arte.

Pontos altos do álbum: fortes influências de Kraftwerk e Giorgio Moroder. Aliás, a música Plastic remete muito à harmonia “brisante” de I Feel Love, parceria do produtor italiano com a diva da disco music Donna Summer.

Outro destaque são os convidados no álbum. Iggy Pop, Elly Jackson – vocalista do La Roux, que fez uma turnê com o New Order em 2014, e Tom Rowlands, um dos Chemical Brothers – lembrando que Bernard Sumner já havia colaborado com os irmãos químicos no disco Surrender de 1999. Vale dar uma escutada mais atenta nas faixas Unlearn This Hatred e Singularity, pois ambas foram coescritas e produzidas por Rowlands.

Além de Brandon Flowers, vocalista dos Killers. Este último fã declarado do New Order e do Joy Division. Os Killers chegaram a fazer uma cover de Shadowplay para o filme Control (2007) que conta a história do finado Ian Curtis.

O resumo da ópera (eletrônica) é simples: pode não ser um disco que vai mudar a história da música pop, nem é um dos melhores trabalhos do, atualmente, quinteto de Manchester, mas só de ter sido a volta da icônica tecladista Gillian Gilbert, que não gravava com eles desde 2001, afirmo que ainda há qualidade nas composições e a pegada não decepciona nada aos antigos e aos novos fãs, que vão dançar muito com os sintetizadores e todos aqueles efeitos e barulhos que amamos há mais de 30 anos!

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Sobre o Autor

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Leonardo Carrasco

Formado em marketing e publicidade, músico, ator profissional, dublador e locutor. Atualmente trabalha como diretor de marketing.

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