Vamos falar sobre o Calo do Empresário: “A Concorrência”

Somente conhecendo as armas utilizadas pelos concorrentes é que o empresário poderá definir suas estratégias.

Postado dia 06/05/2016 às 07:30 por Monica Lemes

concorrência

Foto: Reprodução/Internet

A tendência natural de todo empresário é maximizar seu lucro; e a de todo cliente é buscar o menor preço possível.

Concorrência: É a disputa entre empresas de um mesmo bem ou serviço com vistas a angariar a maior parcela do mercado possível. As principais variáveis que orientam o jogo mercadológico da concorrência são o preço, a qualidade do produto, a disponibilidade nos pontos de venda e a imagem de que o produto goza junto aos consumidores. Assim, as atividades que dizem respeito diretamente à imagem do produto, como a publicidade e a programação visual, são tão estratégicas quanto a distribuição e o preço.

A concorrência entre produtores de bens de consumo ou prestadores de serviços tanto pode estimular o aperfeiçoamento tecnológico e a produtividade, quanto influir positivamente sobre o custo de vida da sociedade.

Como o empresário deve enfrentar a concorrência em seu negócio?

Após identificar quem são seus concorrentes e fazer uma análise de seus pontos fortes e fracos, estabeleça um sistema de informações empresariais, como visitar a concorrência, realizar pesquisa com fornecedores, ouvir seus clientes, acompanhar tendências.

Concorrência no cenário atual não é somente os negócios que atuam num mesmo setor, exemplo: minimercados.

“Concorrentes são empresas que atendem as mesmas necessidades de seus clientes”.

Portanto, uma padaria, é considerada concorrentes do minimercado.

Existem duas estratégias para se enfrentar a concorrência: Atacando ou Defendendo.

No ambiente da micro e pequena empresa infelizmente a estratégia mais utilizada é a de Defesa. Principalmente quando uma grande rede abre uma de suas lojas na sua proximidade.

A concorrência é benéfica porque ajuda na melhoria da empresa, na melhoria da gestão, e a buscar novas soluções.

Porém, não se deve esperar a diminuição de negócios ou clientes em função da atuação da concorrência, para a tomada de decisões na melhoria de seu negócio.

Não é recomendável somente reagir, mas sair na frente.

Normalmente a micro e pequena empresa acha que este problema está relacionado com preço. Muitas vezes não há como competir com uma grande rede no item preço. Ela compra em grande quantidade gerando uma negociação de preço melhor do que a micro empresa que compra em pequenas quantidades.

Neste item há uma saída: a micro empresa instituir um centro de compras, unindo forças com mais empresas pequenas do setor.

Foi o que aconteceu com os setores de farmácia, minimercados e lojas de construção.

A recomendação é criar um diferencial competitivo. Não atacar o ponto forte do grande, que é a oferta de menor preço.

Como a micro e pequena empresa está inserida na comunidade, existe mais proximidade, o que a leva a conhecer melhor o cliente. Este fator não existe em uma grande empresa: Ponto Fraco.

O atendimento na grande empresa é impessoal. E mais, a grande empresa quer vender mais para mais clientes, muitas vezes sem se importar com sua necessidade.

É justamente aí que está o diferencial da pequena empresa.

Conhecer melhor o cliente, pode atender suas expectativas e necessidades e, portanto, oferecer produtos e serviços mais ajustados aos seus clientes.

Desta forma, pode especializar-se, interagir e se diferenciar.

Um minimercado pode ajustar seu mix de produto à procura de produtos da sua região ou até mesmo conhecer o nome de seus clientes e suas preferências, como também permitir a entrada de animais, se na sua proximidade existirem muitos moradores com animais domésticos, e assim criar seu diferencial.

A recomendação final é potencializar o ponto forte da pequena empresa em comparação com grandes redes, como exemplo o atendimento citado acima.

Conclusão, importante é que para enfrentar o mercado atual é necessário ter o equilíbrio entre “entender e atender o cliente” e “monitorar as ações dos concorrentes” identificando pontos fortes e fracos.  Equilíbrio entre ser orientado ao cliente e ter orientação para o concorrente.

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Sobre o Autor

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Monica Lemes

Consultora de marketing com experiência publicidade e propaganda em diversas mídias, como jornais, rádios e revistas. Consultora de Marketing do Sebrae-SP Escritório Regional Alto Tietê

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