Vagalume no fim do túnel – nova lei eleitoral

Bem-vinda nova Lei Eleitoral! Ela proíbe até mesmo os horríveis showmícios e a distribuição de brindes. Mas nada de selfie, ok?!

Postado dia 31/08/2016 às 08:30 por Rick Ferreira

Foto: Reprodução/Internet

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As eleições vêm chegando, minha gente! O tempo “avoa” e, pelo ritmo de hoje em dia, outubro já é quase passado…

Mas, antes que passe, tem eleições para prefeito, vices e vereadores. E elas trazem as novidades aprovadas no ano que passou (Lei nº 9.504/97). Foi na praça pública de um blog qualquer da internet que pedi ao arauto que relesse o novo édito da próxima festa da democracia.

Entre as boas medidas, destaco a proibição de showmício (a classe artística que me perdoe, mas “Uhuu”!) e a distribuição de brindes (camisetas, chaveiros, bonés e outros mimos materiais ao eleitor). E será proibido também o chamado “derrame” de material de propaganda no local de votação, ou nas proximidades, formando aquele mar de papel sujo que a gente bem conhece, e que me faz sentir dentro de uma urna gigante daqueles sorteios de rifa. Agora é o tão esperado “cumpra-se”!

Contrariando aqui orientação médica, suspenderei um pouco mais meu ceticismo tarja preta pelas próximas e parcas linhas, ok?

De verdade, achei que as novas normas apontam para um avanço importante. Independente de veladas motivações, e do óbvio objetivo de economia de recursos em tempos bicudos, penso que as alterações da lei contribuem para a clareza e a isonomia das campanhas, além de reduzir as distrações que desfocam ainda mais o que hoje, no Brasil, pleito algum é capaz de focar: o puro e exclusivo debate político de ideias e propostas.

Mas ainda tem muito chão… Dito isso, peço licença para buscar um copo d’água e voltar aos meus comprimidos.

Para mim, infelizmente, politica brasileira ainda é, essencialmente, sinônimo de política partidária. É carreira, é “futuro”… eminentemente pessoal… Efeito na esfera pública é efeito colateral, do tipo “ah, tem isso também”. E claro, produzir algo ao meio também é o esquema (ah essa palavra!) de se manter no “meio”, de rosto colado no poder. Poder, sim… dever, talvez…

Dia desses, tomando um café num balcão de que já não me lembro, não pude deixar de captar (pra nunca mais esquecer!) o diálogo entre dois cidadãos, um deles um dileto vereador aqui de minha cidade. O político, que fiquei sabendo depois ser candidato à reeleição esse ano, soltava suspiros e se dizia estafado, enquanto seu colega de prosa comentava, parecendo condoído: “…Imagino, Fulano. Também, né, essa é a fase mais corrida mesmo!”

Pensei: Caramba!! Quer dizer que esses mirrados meses pré-eleitorais tão exigindo mais de Sua Excelência do que os últimos 4 anos de vereança? Cazzo!! Joinha pra você, hein! Joinha pra nós!

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Rick Ferreira

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