Usando filtros nos ouvidos, nos olhos e na alma

O que é mais medíocre que a mentira? É leva-la adiante como se fosse verdade, de acordo com seus interesses mesquinhos

Postado dia 28/01/2016 às 00:00 por José Ribamar Lins

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Foto: Divulgação/Internet

Uma prática que antes era comum no boca-a-boca das rodinhas sociais e que hoje é largamente utilizada nas redes sociais, transformou-se num fenômeno de grandes proporções. A boataria sem limites é justificada pelos fins quase sempre sem argumentos, cheias de ironia e maldade, geralmente calcadas em preconceitos e falta de conhecimento, e pior, relevando princípios éticos e passando por cima do bom senso, quase sempre permeadas por falsas informações provenientes da mídia e de gente que não tem o que fazer.

A nova mania nacional tem suas bases na má formação intelectual incentivada pela mídia televisiva, radiofônica e digital que vomita diariamente mensagens negativas e direcionadas a causar comoção e conquistar audiência custe o que custar. Um mundo pintado de cinza e retocado constantemente com pinceladas de medo, opressão e baixo astral. Dificilmente são tecidos incentivos, muito pelo contrário, busca-se na crítica negativa conduzir os fatos de maneira a induzir cada vez mais diferenças de todos os tipos, mergulhando os desavisados na incerteza previamente construída de forma a tornar fácil o convencimento de inverdades.

Desaprendemos sobre a importância do diálogo, de analisarmos os fatos antes de pré-julgarmos, de pensarmos as diferenças e respeitá-las antes de sermos convencidos por interesses que na maioria das vezes, são ditados por vozes contrárias à compreensão e ao entendimento. E assim vamos espalhando o que há de pior. Se houvesse consciência, buscaríamos valorizar o belo, o respeito, a paz, o melhor antes do pior, o otimismo, a solução muito mais do que o problema e talvez assim, passaríamos a dar ouvido ao que vale a pena e ao que realmente edifica. Analise as manchetes dos jornais, as capas das revistas, a fala do apresentador galã na TV e do repórter que estimula a violência. Analise e repense o mundo usando a razão e a sensibilidade, dando um voto de confiança ao bem, porque se for pra espalhar notícias, que seja para ajudar, ensinar e incentivar, afinal, quem sairá ganhando seremos nós mesmos.

 

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Sobre o Autor

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José Ribamar Lins

Publicitário e designer gráfico, sócio-proprietário da agência de propaganda - A Fábrica Comunicação.

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