Uma nova Carta de Mãe

Reflexão sobre os verdadeiros presentes que ganhamos na vida!

Postado dia 22/06/2016 às 09:00 por Tania Zaccharias

 

mãe

Foto: Reprodução?Internet

Essa é uma reflexão pessoal. Tudo bem que quase toda reflexão é pessoal, mas esta em especial tem a ver com uma tradição que sempre existiu em minha casa: dar e receber presentes com cartões. Sempre foi assim.. Minha mãe escrevia cartões, meu pai sempre escreveu e, como que por consequência, nós – eu e uma das minhas irmãs que sempre morou comigo – também escrevemos…

Confesso que, em alguns momentos, mais adolescentes ou mais corridos, este singelo ato por vezes gerava um mal humorzinho interno – não era sempre que a gente estava com a disposição. Mas no fundo, aqueles breves momentos de parar, respirar e pensar no outro com carinho para expressar o que queríamos dizer para ele se tornavam dentro de mim momentos especiais. Eu gostava (e ainda gosto) deles e as palavras fluíam da alma com sentido e significado.

Mas quase que assim como todo ritual meio “sempre presente” em nossas vidas, a gente tem poucas oportunidades de olhar eles com outros olhos e ter a chance de se maravilhar com uma nova perspectiva.

Essa semana eu tive essa linda oportunidades com mais uma* Carta de Mãe que passou em meu caminho. Ela vem repleta de sincronicidades e me trouxe uma lembrança muito especial.

Por alguma razão que eu não sei explicar, fui arrebatada recentemente pelo interesse na leitura sobre florais e os 7 raios. Comprei alguns livros sobre isso e comecei a me maravilhar sobre os estudos dos florais – principalmente pelo olhar das hierarquias cósmicas que regem nosso planeta e sobre o lindo papel das flores como canais para a nossa cura em elevadas frequências vibracionais.

Comecei a aprender sobre os seres que atuam nesse reino e sobre o poder transformador que existe na energia extraída das flores para a cura da nossa alma – ponto primordial do início de todo o processo de doença física do corpo. Segundo este olhar, as flores são a parte mais evoluída das plantas, e a frequência energética delas correspondem à frequências energéticas de nossos corpos (por exemplo, a essência floral rosa tem a mesma frequência do nosso chakra cardíaco quando harmonizado).

Enfim, dentro dessa energia de estudos eu, enquanto arrumo uma pilha de livros, me deparo aleatoriamente com um cartão de aniversário. Que seguindo nosso pequeno rito familiar, veio junto com um presente. E uma flor. Era da minha mãe, e ele diz:

 

“Querida Tânia,

Quando olhei estas flores me lembre de você. Elas também tem a cor intensa e se impõem sendo extremamente suaves. São o ser mais perfeito dentro do seu respectivo reino – só necessitam de carinho para permanecerem viscosas e crescem olhando firmemente para cima!

Desejo, torço e oro para que sua vida seja comparada à beleza, cor e ao perfume das flores – que se misturam à Natureza só para trazer encantamento.

Feliz Aniversário! Que sejam muitos e felizes!

Te amo

Mom”

 

Chorei…  Claro! Eu, que há 2 anos me despedi de minha mãe, sempre choro de alegria, saudade e encantamento nesses momentos. É incrível como suas cartas são tão lindas, precisas e sincrônicas com meus momentos de vida. Não posso deixar de pensar que são suas mensagens astrais para mim (sim, eu acredito de verdade nisso!).

Mas, retomando nossa reflexão inicial, o mais legal desse cartão de aniversário foi perceber por meio dele algo que eu nunca tinha pensado em relação aos cartões que a gente troca na nossa família!

Depois de um tempo sem ver e falar com pessoas, por mais queridas que elas sejam, a gente esquece algumas coisas. E eu tinha esquecido um pouco do “jeito” da minha mãe de falar. Reler seu cartão foi como ouvir sua voz falando comigo novamente – seu tom, sua forma, suas palavras. Seu jeito de colocar as vírgulas e exclamações traz um universo inteiro, só dela, de se expressar!

UAU!

Um cartão, depois de um tempo, pode ter quase o mesmo efeito dentro da gente do que uma mensagem gravada e ouvida com a alma.

UAU!

Me maravilhei com essa ideia… Me maravilhei por tê-la ouvido… Me maravilhei em pensar que eu não faço ideia da flor que estava lá neste dia. Nem do presente que veio junto. Mas percebi que o verdadeiro presente era o singelo cartão que humildemente acompanhavam os “astros” (presente+ flor), mas que 8 anos mais tarde seria o única, maior e melhor presente, ainda presente desde o dia 12 de abril de 2008…

NAMASTÊ!

 

*Contei sobre a primeira Carta de Mãe em um texto no final de dezembro

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Sobre o Autor

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Tania Zaccharias

Ex-menina, atual mulher "porque". Entusiasta da poesia da vida real, curiosa por tudo e sempre questionadora.

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