Uma coisa é certa: seu plano vai falhar!

As StartUps de maneira geral, nascem em ambiente de incerteza. Não que sejam somente elas.

Postado dia 03/05/2016 às 09:00 por Liszeila Martingo

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Foto: Reprodução/Internet

Hoje, os negócios nascem assim… Mas essas empresas de tecnologia nascentes, são privilegiadas nesse aspecto, se é que podemos chamar de privilégio…. Acredito que sim… Depende do ponto de vista, a incerteza é uma oportunidade ou uma ameaça!!!

Enfim… tudo que se pensa para um negócio iniciante é hipótese. E assim sendo, deverá ser testada para que se torne algo próximo da realidade. As soluções que são propostas são hipóteses que devem ser validadas.

Para tanto, precisamos ter um método planejado de teste e validação dessas hipóteses para diminuir os riscos, e ainda, que não demorem.

Pode-se ter um método de construir-medir-aprender, que auxilia a diminuir ou minimizar o tempo desse ciclo. Para tanto, quando se tem a ideia, e se constrói as hipóteses, saímos para um contato com o público alvo para medir se o que se pensou é o que realmente tem-se necessidade, e com os dados obtidos dessa medição, temos informações que consolidam o aprendizado. Com isso, inicia-se nova ideação, para nova validação desse ciclo.

Ou seja, temos a construção de um Mínimo Produto Viável ou simplesmente: MVP.

Há várias técnicas nessa busca de teste ou validação das hipóteses construídas, são elas:

  • Interações exploratórias iniciais: entrevistas e pesquisas exploratórias, pesquisas diversas,
  • Protótipos não-funcionais: landing pages, teasers com teste A/B, wireframes, vídeos demo, telas fake,
  • MVP´s: manuais, concierge, versão alpha, versão beta, versão 1.0…

Para cada um dos métodos, pode-se obter inúmeras informações que auxiliarão na pivotagem da ideia: nas entrevistas e pesquisas exploratórias podemos utilizar o Mapa de Empatia (House of Work) se valida as dores, as alegrias, os desafios, o que está bom, o problema enfim. Nas pesquisas, busca-se entender esse problema. Nos teasers com teste A/B: 2 hipóteses que são expostas para escolha nas visualizações. Nas Telas Fake: se mede a quantidade de interesse no assunto que se propõe.

Quando se inicia a utilização dos manuais e concierge, já se tem a construção de um protótipo que simula incialmente o produto e serviço, e se obtém mais respostas concretas, entre elas número de interessados e número de interessados em orçamentos fornecidos.

Com a utilização das versões alpha, beta e 1.0, se obtém a maturidade da solução, número de usuários, relacionamento com o cliente, e, a cobrança da solução para os clientes.

Assim, de forma resumida tem-se que definir o que se quer aprender (no formato de pergunta, dúvida); definir a sua hipótese (uma frase afirmativa que sustenta suas suposições – o ideal é que se faça a hipótese que negue a afirmação que favorece a sua startup, ou seja, busque negar a hipótese mais arriscada); definir as métricas antes de iniciar o teste (como você vai medir se a hipótese está validada ou não); definir os indicadores mínimos que validam sua hipótese (ex: 5% de retenção ou 25% dos clientes devem comprar); definir o formato do teste (survey, A/B, landing page, concierge, alpha, etc) e fazer um pré-teste antes (o “teste do teste”).

Ao aplicar essas técnicas e métodos se vê que o que se pensa incialmente como negócio, passa por diversas alterações até que se confirme o que realmente há de necessidade ou dor em um mercado. Nem sempre o que se vê é o que é.

As decisões, para que sejam acertadas, dependem da integridade das informações que se tem. Ela será acertada quanto mais íntegra é sua informação. Caso contrário, erros são cometidos e planos falham. Os prejuízos dessas decisões podem variar de uma folha de papel jogada fora até a bancarrota de um negócio estabelecido há anos. O que prefere fazer? A escolha é sua.

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Liszeila Martingo

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