Um chamado para a ação

Sabe aquele momento em que não dá para esperar? Quando deixar ser é o mesmo que ser deixado?! Então é agir ou ser agido!

Postado dia 22/02/2017 às 08:30 por Rick Ferreira

Foto: Reprodução

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Há fases em que a vida parece disposta a provar o quanto não aceita nossa tendência a adiar as coisas, ou ainda a terceirizar o gotejamento de suor. Seja no que for!

Tenho vivido uma experiência assim na reforma (uma desconstrução quase-construção) da minha futura casa.

Vamos aos fatos. Móveis comprados em agosto do ano passado. Sim, agosto! E, se estou enganado quanto a data, tenha certeza então de que foi antes disso.

Nos primeiros meses, tudo bem. Os móveis ficariam no depósito por um tempinho, pois tínhamos que dar sequência nos trabalhos de reforma. E o telhado era o próximo passo.

Haviam algumas telhas velhas e quebradas, exigindo substituição urgente. Chamo um “profissional” e ele faz o (des)serviço de troca de peças. “Se fizer isso, fica jóia!”, garantiu.

Como era minha intenção resinar as telhas, pedi que ele “tocasse o barco”. Isso ia conservar e melhorar o visual do telhado… E até aí ninguém me diz nada, nada mesmo, sobre a “saúde” do topo da casa.

Resina aplicada, fui contratar os serviços de pintura e a limpeza “pesada” a geral (incluindo o piso pré-histórico de ardósia).

Mas… Concluída essa fase, descubro que o telhado não tem “queda”!!! Quem me contou? O “profissional”? Não. Foram as primeiras chuvas fortes. Xingando tudo quanto é nome, tinha que agradecer pelo menos a alguém: a natureza. Foi quem me revelou o “segredo” antes das tempestades, que ainda viriam! E, mais importante, fez isso antes da instalação dos móveis!

Resultado: tive que refazer o telhado.

casaAí, de repente, todos que chegam e olham para o cucuruto da casa sacam prontamente que o telhado tem menos de 30% de queda de água. E me passam orçamentos.

E lá fomos nós refazer o telhado e… a pintura… a limpeza pesada… o piso e tudo o mais… Quem sabe, agora no alvorecer de 2017, possamos finalmente instalar os móveis comprados e ainda hibernando no depósito.

“Ok, telhado novo!… Agora deixa eu procurar outro pintor, de novo”. Com o orçamento menor, fui pesquisando e procurando por referências, até que cheguei a uma indicação razoável. O sujeito começou bem, estava animado; deu a primeira demão. Mas… Ai, ai… Pinta um incidente/acidente e o pintor tem que parar. Felizmente nada grave (um torção no pé), mas como ele já não era moço, teve que parar geral.

Bom, até aqui, agradeço você pela paciência… Pois é aqui, por fim, que chego onde queria.

É que, depois da notícia do pintor, me caiu uma ficha “king size”. Bateu aquela sensação de que, talvez, qualquer coisa no Universo, ali num canto escuro do meu microverso, estivesse batendo a claquete e gritando “ação”! E gritando pra mim! Olhei para um lado; olhei para o outro… Não, não… Pra mais ninguém. Era pra mim!

Então arregacei as abas dos navegadores da internet, assistir a vídeo-aulas no Youtube e aprendi “assim-assim” a pintar o restante da casa.

Nada é fácil até se aprender a fazer. E não é que deu uma satisfação danada ver o serviço pronto depois!

E disse pra mim: “Ufa! Concluído! Agora falta pouco pra poder agendar a montagem dos móveis”.

Mas a casa tava um fuá só! Tinha pó e tinta até no buraco da tomada! Então… Plim! Uma ideia. Lembrei que um casal amigo, recém-instalado em novo endereço, contratou um serviço de limpeza pesada antes de botar a mobília. Era uma empresa especializada. Um time foi até o apartamento deles e  deixou tudo um brinco. Trabalharam direito e  (pasmem!) não era caro, não! U-huuu! Simbora lá!

ação

Foto: Reprodução

Mas… A nova “boa”: a empresa fechou! Sim, sim, acontece. Empresas abrem, empresas fecham. No caso dessa, poucos meses depois da mega limpeza bem suscedida no apê dos meus amigos!!! Procurar outra? Pode ser. Mas sem referência? Não. E o tempo… urgindo, urgindo.

E novamente um “toc toc”. Ou, melhor, um “clec”! Era a claquete falando de novo. Sim, bora lá, meu irmão! Vassora, esfregão, palha de acho, luva, máscara, limpa pedra…  Ok, ok, entendi!

Resumindo a opereta: acredito que haja momentos em que os momentos imploram para que sejam criados! Quantas vezes não ficamos assim, acomodados, aguardando por algo ou alguém? Em certas ocasiões, é como se a vida nos desse esse chacoalhão, dizendo algo do tipo: “Lázaro, levanta-te e anda!”

Não que as coisas, necessariamente, aconteçam para ESTE ou AQUELE propósito. Mas, ainda que não houvesse o mínimo sentido em qualquer situação da vida, convenhamos, não vejo razão para não “tentarmos” algum propósito com aquilo que nos chega. Repito, seja no que for! Melhor ressignificar as experiências do que insignificar a vida como refugo de obra (que, aliás, pode ser reaproveitado também!).

Ressignificar, as experiências e os refugos, talvez seja o melhor remédio humano contra as insignificâncias!

 

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Rick Ferreira

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