Um causo planetário

Cabe uma análise individual e coletiva, pois que, como já se disse sabiamente, o homem diferencia-se dos animais pela sua capacidade de se ver no outro

Postado dia 09/12/2015 às 00:00 por José Ribamar Lins

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O primeiro “causo” que escrevo é um causo planetário, que envolve a mim, a você, a todos nós. A raça humana chegou a uma encruzilhada, onde precisa optar pela construção ou pelo contrário. É sobre a escolha que fizemos até aqui e o que escolheremos daqui para diante.

Em Assim Falava Zaratustra, Nietzsche descrevia o homem como um ser pendurado em uma corda em que, de um lado pendia um animal e do outro o além homem. Retrata exatamente nossa situação desde sempre, só que agora num momento crítico em quase todos os sentidos, onde até o nosso planeta corre risco de desabar diante de tantos maus tratos.

Cabe uma análise individual e coletiva, pois que, como já se disse sabiamente, o homem diferencia-se dos animais pela sua capacidade de se ver no outro. Trata-se de respeito, de onde nasce a compreensão e o entendimento. Em tempos de divisões, de egoísmo e preconceitos, parte-se facilmente a linha fina entre o amor e o ódio e aí, lá estamos nós de novo, confusos entre o animal e aquele que realmente faria a diferença em nossa existência.

Quando conseguirmos entender que nenhuma crença, ideologia ou interesse está acima do valor que tem a vida, então talvez possamos ter um mundo sem divisões ou fronteiras, sem apartheids de qualquer forma e só assim haverá consenso de que vivemos numa esfera com limites, generosa, porém finita e frágil. Ban Ki-moon, secretário da ONU, disse a poucos dias que não há opção, não há escolha a não ser despertarmos para a realidade de nossa existência enquanto habitantes do planeta. Não há plano B.

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Sobre o Autor

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José Ribamar Lins

Publicitário e designer gráfico, sócio-proprietário da agência de propaganda - A Fábrica Comunicação.

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