Três razões para falar de bem-estar financeiro nas empresas

Quando os colaboradores não têm uma compreensão de suas circunstâncias financeiras, os empregadores sofrem as consequências

Postado dia 01/09/2016 às 09:01 por Elton Parente

 

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Foto: Reprodução/Internet

Falar de educação financeira ou bem-estar financeiro nas empresas em forma de programas não é tão comum como planos de aposentadoria ou a cobertura de seguro de vida em grupo no local de trabalho, mas pesquisa recente revela por que os empregadores podem querer considerar incluir educação financeira como uma prioridade dentro do local de trabalho.

Acontece que, quando os colaboradores não têm compreensão de suas circunstâncias financeiras ou de como gerir eficazmente as mudanças em suas vidas econômicas, os empregadores sofrem as consequências. Vamos dar uma olhada nas três razões para incluir, com urgência, o bem-estar financeiro na pauta dos programas de orientação e treinamentos.

 

  1. As finanças são os maiores estressores da pessoa

De acordo com os resultados da investigação por PwC, menos funcionários estão encontrando dificuldades para satisfazer as suas obrigações financeiras de cada mês, com redução de uma alarmante 49% em 2012 para 33% no estudo mais recente de 2015. Infelizmente, as preocupações permanecem constantes em termos de bem-estar financeiro geral.

O estudo da PwC revela que 45% dos adultos que trabalham sentem que lidar com suas finanças é um esforço estressante – isso numa economia como a americana, imagina no Brasil.

Adicionando combustível ao fogo, um relatório realizado pela American Psychological Association (APA) concluiu que 72% dos adultos se sentem estressados sobre o dinheiro pelo menos uma parte do tempo, enquanto que 22% vivem experiência de estresse financeiro extremo.

A preocupação mais comum que continua a assolar o bem-estar financeiro dos trabalhadores é a falta de poupança de emergência, que deveria ser preparada para despesas inesperadas – um aspecto fundamental de ser financeiramente estável.

Da mesma forma, os entrevistados informam não serem capazes de se aposentar com uma certa idade, nem se manterem sem dívidas. Por isso, a possibilidade de ser despedido do trabalho é uma grande preocupação, que adiciona estresse financeiro no trabalho, especialmente quando não há um programa de bem-estar financeiro no local para dar uma mão.

 

  1. Gestão financeira leva tempo

Além de aumentar a carga de estresse dos funcionários, o gerenciamento de suas finanças é muitas vezes um processo demorado. A pesquisa PwC afirma que 37% dos entrevistados dizem que, por semana, eles passam três ou mais horas no trabalho pensando sobre sua situação financeira.

Entre os profissionais de recursos humanos entrevistados, 37% indicaram que uma emergência financeira foi a causa de perder funcionários. Quando os colaboradores ficam muito tempo longe do trabalho para gerenciar suas finanças pessoais, os empregadores, em última análise, arcam com o ônus. A eficiência sofre, atividades ficam inacabadas ou atrasadas, e a moral geral despenca.

Na verdade, um estudo publicado pela Rand.org descobriu que as preocupações financeiras, juntamente com a falta de sono e o trabalho de cuidar de membros da família, têm um impacto negativo direto sobre a produtividade dos funcionários. Quando um colaborador passa muito tempo longe do trabalho ou fica pensando muito sobre as preocupações financeiras, acaba tendo sérias implicações para os empregadores.

 

  1. Os colaboradores querem educação financeira

Apesar da clara necessidade de programas de bem-estar financeiro patrocinados pelo empregador, a maioria das organizações estão aquém. Quase 81% dos profissionais de RH afirmam que o planejamento da aposentadoria é oferecido aos empregados, mas a maioria admite que não existe uma iniciativa adicional educação financeira disponíveis, tais como monitoramento de pontuação de crédito ou de formação de finanças pessoais. Ainda mais premente é o fato de que, de acordo com uma pesquisa 2015 conduzida pela Harris Poll, 86% dos empregados acha que é importante que os empregadores ofereçam programas de bem-estar financeiro.

Fica claro que os funcionários têm um forte desejo de receber educação financeira, e os empregadores têm a oportunidade de proporcionar um meio para facilitar o aumento de bem-estar financeiro. Neste cenário, tanto empregados quanto empregadores poderiam se beneficiar de uma força de trabalho mais financeiramente estável. Como o estresse é reduzido, a produtividade e o tempo no trabalho é maior, e os benefícios significativos que os funcionários realmente querem são fornecidos.

 

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Elton Parente

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