Três décadas do influente 2º disco do Megadeth!

As oito faixas de Peace Sells... São simplesmente avassaladoras! Todo amante de um som rápido, com muita técnica e feeling, não consegue parar de ouvir

Postado dia 22/09/2016 às 10:53 por Leonardo Carrasco

 

megadeth

Foto: Reprodução/Internet

No dia 19 de setembro de 1986, é lançado o álbum Peace Sells… but Who´s Buying? – o segundo disco do quarteto liderado pelo ícone Dave Mustaine. Até hoje, 30 anos depois, ele é saudado como um dos grandes lançamentos da história do heavy metal.

Não é para menos. As oito faixas de Peace Sells… são simplesmente avassaladoras. Todo amante de um som rápido, com muita técnica e feeling, não consegue parar de ouvir. Álbum viciante e que mostra muito bem que Mustaine e seu fiel braço direito, David Ellefson, realmente queriam entrar pra história da música.

Há dois grandes diferenciais deste disco na comparação com o primeiro, Killing Is My Business… and Business Is Good!, lançado apenas um ano antes. Primeiro: a produção deu um grande salto. Afinal, a banda teve um orçamento maior pra fazê-lo. Foi o primeiro disco que o Megadeth lançou por uma gravadora maior, a Capitol Records, assim não ficou parecendo uma gravação ao vivo como é, praticamente, o disco anterior.

Além disso, em Peace Sells… os caras estavam mais engajados com a sociedade e Mustaine escreveu letras mais politizadas. Aliás, a própria capa já escancara isso: o mascote Vic Rattlehead aparece como um agente imobiliário apoiado em uma placa com a mensagem “For Sale” (“À Venda”) com o edifício da Assembleia Geral das Nações Unidas ao fundo. Era uma forma de ironizar a Guerra Fria e dar a entender que, apesar de a paz estar sendo discutida, no fundo, ela é apenas mais um produto a ser comercializado.

Outro dado importante é este ser o último disco com a formação original do Megadeth. Após alguns shows, Mustaine demitiu o guitarrista Chris Poland (que voltou à banda em 2004 para gravar o álbum The System Has Failed) e o baterista Gar Samuelson. Ambos eram viciados em heroína e estavam dando muito trabalho para a continuidade da turnê que começou com o quarteto abrindo shows para o Motörhead e, posteriormente, para o Alice Cooper.

Não gostaria de destacar uma ou duas faixas, pois é um álbum tão conciso que merece ser tratado como uma peça única, com movimentos divididos em oito partes. Porém, como curiosidade, cito a faixa I Ain´t Superstitious, que é uma versão de uma composição do saudoso Willie Dixon, com a primeira gravação feita pelo mestre do blues Howlin’ Wolf em 1961. Lógico que a releitura do Megadeth ficou bem distinta.

Seu legado é enorme, afinal foi uma fusão perfeita entre o jazz, o punk e o heavy, executados com maestria pela banda. Coincidência ou não, ele divide o pódio com outros dois discos lançados no mesmo ano, Master of Puppets, do Metallica, e Reign In Blood, do Slayer, como os três maiores álbuns da história do thrash/speed metal. Não é pouca coisa mesmo!

Então recomendo que coloque o disco num belo aparelho de som, com uma baita caixa, e prepare-se pra mexer sua cabeça do início ao fim, sem quebrar o pescoço. Iniciantes devem ser acompanhados por um tutor.

Compartilhar:

Sobre o Autor

avatar

Leonardo Carrasco

Formado em marketing e publicidade, músico, ator profissional, dublador e locutor. Atualmente trabalha como diretor de marketing.

Obs: As postagens do autor são de plena responsabilidade do mesmo, o portal se isenta de qualquer conteúdo que possa ser ofensivo.

Veja mais posts deste autor

Leia também

Assine a nossa newsletter