Tite, Temer e o Brasil

Personalidades responsáveis e eficientes, como o técnico da seleção, devem aplicar políticas públicas pautadas pela austeridade e pelo amor ao Brasil

Postado dia 22/11/2016 às 08:00 por Junji Abe

 

tite

Foto: Reprodução/Internet

Faz sentido sermos pentacampeões do mundo e continuarmos essa vitoriosa caminhada. Temos a riqueza inesgotável de jogadores que só precisam de aprimoramento e comando. Porém, ciclicamente, entramos em parafuso. Chegamos ao ápice da desclassificação na Copa do Mundo de 2014, em pleno Estádio do Maracanã. E pior, humilhados com a derrota fragorosa de 7 a 1 para Alemanha.

Somos uma potência incomparável em recursos naturais, com gente fraterna e obreira que constituiu uma sociedade multirracial e multicultural. Ocorre que vivemos o mesmo parafuso enfrentado pela seleção canarinho.

Mas estamos no limiar de transformações extremamente positivas. Vejamos o futebol. Há cartolas corruptos presos ou prestes a ajustar contas com a Justiça. Após a desastrosa era Felipão e o ineficiente comando técnico de Dunga, com a seleção ameaçada de exclusão da Copa 2018, eis que, finalmente, vem a luz: Tite chega para dirigir a seleção.

Desde que assumiu, foram seis jogos e seis vitórias. O Brasil alcançou o 1º lugar. Faltando ainda seis jogos, só precisa de um empate para a classificação para a Copa 2018.

Esse gaúcho de 55 anos ralou muito para chegar à posição de técnico vencedor. Além de extraordinário conhecimento técnico, determinação e humildade, Tite domina a tarefa mais complexa que é o relacionamento humano. Sabe se colocar diante dos cartolas e, principalmente, junto aos jogadores.

Embora tenhamos gênios da bola, como o excepcional Neymar, Tite constrói uma seleção não dependente de um guerreiro. Prima pelo jogo coletivo e solidário.

O técnico enaltece o desempenho e a importância de cada membro da sua comissão técnica. Sem vaidade, com espontânea demonstração de senso coletivo, divide os louros das vitórias. Não à toa, o povo ovaciona: “Tite, Tite, Tite!”

Guardadas as proporções, pode-se comparar a situação com os campos público e privado da nação. Embora tênue, há luz no fundo do túnel.  Com a Operação Lava Jato, dezenas de autoridades e empresários são presos. As pedaladas fiscais levam ao impeachment da presidente Dilma Rousseff e a consequente posse de Michel Temer. Apesar das dificuldades advindas do carcomido sistema político-partidário e administrativo, ele trabalha pela superação da crise.

Com compreensão, solidariedade, união e efetiva participação do povo, haveremos de resgatar o bem-estar a que temos direito. Oremos para que personalidades responsáveis e eficientes, como o nosso Tite, apliquem políticas públicas pautadas pela austeridade e pelo amor ao Brasil e a nossa gente. Sem vaidades nem idolatria. Apenas com competência, sensibilidade e dedicação.

Assim, quem sabe, como no futebol, voltemos a ovacionar não alguém, mas o nosso Brasil.

 

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Sobre o Autor

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Junji Abe

Junji Abe, 75 anos, mogiano, produz e comercializa flores e plantas ornamentais, e foi prefeito de Mogi das Cruzes por duas vezes seguidas (2001-2008)

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