A teoria da conspiração

Está em andamento o plano de estabelecimento da URSAL, a União das Repúblicas Soviéticas Socialistas da América Latina

Postado dia 26/08/2016 às 09:00 por Wilson ADM

 

conspiração

Foto: Reprodução/Internet

Quem assistiu ao filme que tem o título acima, com Mel Gibson no papel de um taxista obcecado por tramas conspiratórios, fica com a impressão de que tais conluios só existem na cabeça de pessoas perturbadas. O filme Uma Mente Brilhante, protagonizado por Russel Crowe, também conduz a essa conclusão, pois, no estado de esquizofrenia, o professor por ele interpretado vive num mundo de fantasia em que tudo remete a maquinações secretas.

Crer que existam grupos que manipulam a sociedade, dentro de um grande plano maquiavélico, será coisa de mentes desequilibradas, concebível apenas em filmes ou livros de ficção no estilo de Dan Brown? Será, então, mais aceitável considerar acontecimentos da história da humanidade como uma sucessão de fatos fortuitos, ocorrências ao sabor do acaso, sem relação de causa e efeito?

É só atentar para a realidade do cotidiano para constatar o contrário. Qualquer ação humana alcança seus objetivos quando bem planejada e executada. Tudo depende da boa concatenação em que o agente, os meios e o tempo se entrelaçam. O que se passa no microcosmo do cotidiano é o que acontece no universo dos grandes eventos da humanidade.

Ademais, caro leitor, você já deve ter notado que não são poucos dentre os que nos rodeiam que apreciam fofocas, futricas e intrigas, comportamentos que estão na essência de qualquer conspiração.

O que é uma conspiração

Ela existe quando um grupo de pessoas se organiza de maneira secreta para, seguindo um plano preconcebido, aplicar estratégias, táticas e métodos de ação, visando controle e domínio de certa situação. Pode ela ocorrer em cenário restrito e localizado ou em de vasta abrangência, em qualquer área de atividade humana (política, econômica, social, artística, cultural), bem como englobando todas elas.

Pesquisadores sérios de nossa história deparam o tempo inteiro com atividades conspiratórias em praticamente todos os grandes eventos que interferiram no curso da humanidade. Sempre o primeiro passo é a manipulação da mente, o controle da opinião pública, preparação fundamental para a quebra de eventuais resistências às ações que serão deflagradas a seguir.

Dentre muitos, alguns exemplos evidentes de conspiração:

1)   Na Roma Antiga, Júlio César é assassinado por um complô urdido no Senado;

2)   O Sinédrio de Jerusalém embaiu o governador romano Poncio Pilatos para a condenação e crucificação de Jesus Cristo;

3)   Os cavaleiros templários, cuja ordem fora instituída para a proteção dos peregrinos à cidade santa de Jerusalém, foi transformada em organização secreta, passando a buscar a dominação política da Europa e do Oriente Médio;

4)   Os haxaxins, seita ocultista islâmica fundada por Hassan i Sabbah, exerceu grande poder e influenciou todo o Oriente Médio durante quase 300 anos (entre os séculos XI e XIII). Seus adeptos, sob o efeito de alucinógenos (haxixe), guerreavam ou cometiam assassinatos. Deixaram formalmente de existir quando seus principais líderes foram trucidados pelo imperador mongol Kublai Khan.

Foi durante os séculos XIV e XVIII que ficou patente a existência de uma conspiração de abrangência mundial: da aparentemente extinta Ordem dos Templários surgiram inúmeras seitas secretas, das quais as lojas maçônicas são as mais conhecidas, e que desencadeou o movimento humanista, que depois se estabeleceu com o Renascimento, entronizando o homem como o centro do universo e não mais Deus, como fora na Idade Média.

Em maio de 1776, Adam Weishaupt, filho de judeus, estudioso do ocultismo e admirador dos haxaxins, converteu-se ao catolicismo e ingressou na Ordem dos Jesuítas, onde aprendeu sua disciplina e método de ação. Abandonou os votos e dedicou-se a divulgar o ocultismo e uma filosofia ateu-socialista. Sua sociedade secreta penetrou e valeu-se da estrutura formada pelas lojas maçônicas e propagou-se pelo mundo inteiro.

Exerceu imensa influência e teve como seguidores pensadores, políticos, escritores, artistas e cientistas, formando uma corrente ideológica de matizes variadas mas que tinha em comum o propósito de abalar os alicerces do cristianismo e destruir o regime monárquico.

John Locke, Goethe, Beethoven, Kant, Voltaire, Diderot, d’Alambert, Spinoza, David Hume, Rousseau, Adam Smith, Isaac Newton, Benjamim Franklin, Thomas Jefferson, Marquês de Pombal  e muitos outros foram grandes pensadores da nova mentalidade que viria a transfigurar a face da humanidade, acelerando o processo de rejeição dos valores espirituais e morais e fazer nascer o Novo Mundo, materialista, agnóstico, ateu e socialista. Seus efeitos mais notáveis foram a independência dos Estados Unidos, a Revolução Francesa e a Revolução Industrial.

– o § o –

Pari passu, o que tem a ver o acima exposto com o “Foro de São Paulo”?

O “Foro de São Paulo” foi criado em 1990 por Lula e Fidel Castro e congregou partidos políticos, organizações sociais e governos da América Latina que comungassem a mesma ideologia de esquerda, dentro da estratégia gramsciana de conquista do poder, isto é, servir-se dos aparatos da democracia para implantar a “ditadura do proletariado”, o estado totalitário.

O comunismo, resultado natural da filosofia iluminista dos séculos XVIII e XIX, logrou avassalar quase a metade do mundo, através da força, mas debilitou-se justamente por isso. A conquista da mente, requisito indispensável para uma dominação duradoura, não havia se operado. A URSS desfez-se e a China teve que maquiar-se em capitalismo de estado para sobreviver.

Daí, uma nova estratégia elaborada por Gramsci passou a ser aplicada. Pelo aparelhamento das instituições democráticas e uso de seus mecanismos, processar uma grande mudança de mentalidade. O “Foro de São Paulo”, então, é o embrião para o estabelecimento da URSAL – União das Repúblicas Soviéticas Socialistas da América Latina -, que está em rápido processo de gestação, estando a Venezuela, a Bolívia e a Nicarágua em fase de consolidação de governos ditatoriais.

Argentina, Equador, Paraguai, Uruguai e o Brasil estão concluindo a etapa do aparelhamento das instituições.

Concluindo: somos alvos de uma conspiração que já sequer necessita acobertar seus objetivos, tal é a atmosfera de apatia e ausência de reação de suas vítimas.

 

josecarlos

Autor: José Carlos Iwabe

Cidade: Anápolis

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