Tendências Pedagógicas na Educação – Parte 2

Leia o segundo texto que explicará sobre a Pedagogia Nova e entenda esta importante fase da pedagogia

Postado dia 14/03/2016 às 07:30 por Professor Carreiro

pedagogia

Foto: Divulgação/Internet

Educadores, já na primeira metade deste século, ancorados nessas ideias, se põem veementemente a criticar essa Escola, a partir daí denominada Tradicional, considerando-a totalmente inadequada. Segundo esses críticos, a Pedagogia Tradicional não alcançou sua meta principal, ou seja, nem todos os indivíduos tiveram acesso a ela e nem todos que nela ingressaram foram bem sucedidos. E, além disso, nem todos que foram bem sucedidos nessa escola se ajustaram à sociedade que se queria consolidar. Dito de outro modo, esta escola falhou! Há que se mudá-la!

Surge um grande movimento, cuja expressão maior foi o chamado Escolanovismo ou Escola Nova. Trata-se, dito de forma bem simplificada, de mudar toda a lógica da Pedagogia Tradicional. Inicialmente o escolanovismo é implantado no âmbito de escolas experimentais.

Segundo a Pedagogia Nova, o marginalizado deixa de ser visto como o ignorante. Passa a ser o rejeitado.

É interessante registrar que as primeiras manifestações desse movimento se deram com crianças excepcionais, fora da instituição escolar. Lembremos, por exemplo, da pediatra Montessori. A partir dessas experiências, generalizam-se os procedimentos pedagógicos para todo o sistema educacional.

Queremos salientar, também, a grande influência da Psicologia para a Escola Nova, através do uso intensivo de testes de inteligência, de personalidade, dentre outros.

A educação atingirá seu objetivo – corrigir o desvio da marginalidade, se incutir nos alunos o sentido de aceitação dos demais e pelos demais. Contribui assim para construir uma sociedade em que seus membros se aceitem e se respeitem em suas diferenças.

Esta nova forma de entender a Educação, como já dissemos, leva necessariamente a uma mudança, por contraposição à Pedagogia Tradicional, nos elementos constitutivos da prática pedagógica.

O professor deixa de ser o centro do processo, dando o lugar ao aluno. O professor deixa de ser o transmissor dos conteúdos, passando a facilitador da aprendizagem. Os conteúdos programáticos passam a ser selecionados a partir dos interesses dos alunos. As técnicas pedagógicas da exposição, marca principal da Pedagogia Tradicional, cedem lugar aos trabalhos em grupos, dinâmicas de grupo, pesquisa, jogos de criatividade.

A avaliação deixa de valorizar os aspectos cognitivos com ênfase na memorização, passando a valorizar os aspectos afetivos (atitudes) com ênfase em autoavaliação.

É preciso assinalar que este tipo de Escola, além de não cumprir o objetivo a que se propunha – tornar aceitos os indivíduos rejeitados -, devido ao afrouxamento de disciplina e a negligência com a transmissão de conteúdos, prejudicou os alunos das camadas populares que têm na escola o único canal de acesso ao conhecimento sistematizado. Acentuou-se o problema da marginalidade.

Artigo replicado da autora Ausônia F. Donato

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Sobre o Autor

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Professor Carreiro

Minha vida sempre foi dedicada a Educação, Catanduvense de nascimento e Mogiano de coração. Sou Educador, Professor por amor a profissão, graduado em Pedagogia, Geografia, Estudos Sociais, Bacharel em Ciências Jurídicas. Mestre em Semiótica, Tecnologias de Informação e Educação. Sonho com Brasil Justo e perfeito, e trabalho para isso dia a dia.

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