Sobre impressoras 3D

Elas invadirão sua casa e você vai gostar. Precisa de uma caneca? Imprima. Quebrou um brinquedo? Imprima novamente com o mesmo plástico.

Postado dia 21/02/2017 às 08:03 por Caio Rossi

3d

Foto: Reprodução

Desde Gutemberg o ser humano parece querer desenvolver máquinas que repliquem ideias. A primeira impressora 2D, como aquela em que você imprime seus trabalhos da faculdade, nasceu em 1938 pelas mãos de Chester Carlson, mas em 1953 ela ficou mais rápida e com a cara que conhecemos. De lá para cá a tecnologia melhorou muito.

Quem nunca sofreu instalando drives para impressoras? Hoje você tira da caixa e as espertinhas já usam wifi quase como no desenhos dos Jetsons.

Mas reproduzir imagens já não era mais suficiente, queríamos mais. Foi então que Chuck Hull, um californiano simpático, conseguiu criar a primeira impressora 3D em 1984, talvez por inspiração de Hideo Kodama, que desenhou o primeiro projeto em 1981! Uma máquina complicada, com algumas limitações, mas cumpria o que prometia.

Criar seus próprios objetos, dispensando custos estratosféricos de prototipagem e mão de obra especializada, abria um mercado que nunca antes foi abordado. Mas elas ainda eram inacessíveis ao público, assustadoramente complicadas e caras ao ponto de apenas grandes empresas terem acesso.

3d.printing

Para solucionar o problema um grupo de jovens, desenvolveram um conjunto de esquemas, simples de montar, e de valor acessível. Deram seu primeiro passo em plataformas de financiamento coletivo como o Kickstarter. Nascia ali o movimento Makers.

Com conhecimento, elas podem ser construídas em casa. Muitos já elaboram modificações, permitindo que possam imprimir com diferentes materiais como cerâmica, chocolate… sim, chocolate!! As possibilidades são ilimitadas, alguns jovens transformam garrafas PET em próteses, talas, brinquedos, ferramentas e até outras impressoras 3D. Sim, elas se replicam como coelhos!

Cada vez mais você ouvirá falar sobre elas. Invadirão sua casa e você vai gostar. Precisa de uma caneca? Imprima. Quebrou um brinquedo? Imprima novamente com o mesmo plástico.

Talvez a revolução possa ser mais profunda, mudando hábitos de consumo. Redução de lixo, pois todo o termoplástico pode ser usado.

A tecnologia está tão avançada que já temos órgãos e tecidos moles, além de musculares sendo impressos, e acredite, funcionais e perfeitos para uso.

De fininho elas estão chegando, tornando-se mais versáteis e simples de usar, e não vai demorar muito para comprar alguma e, ao tirar da caixa, ela já se conectar sozinha ao wifi como fazem suas irmãs mais velhas 2D.

Compartilhar:

Sobre o Autor

avatar

Caio Rossi

Obs: As postagens do autor são de plena responsabilidade do mesmo, o portal se isenta de qualquer conteúdo que possa ser ofensivo.

Veja mais posts deste autor

Leia também

Assine a nossa newsletter