Ser feliz faz bem para a saúde

Gastrites, ameaças de infarto, crises de choro, síndromes do pânico... São tantas as doenças que muitas vezes têm origem em nós mesmos

Postado dia 22/08/2016 às 10:22 por Edson Timóteo

feliz

Foto: Reprodução/Internet

Queridos: que maravilha, temos mais uma vez esta incrível oportunidade de nos aproximarmos para falar, pensar e construir sobre a busca do melhor caminho por ela, a saúde.

Quero iniciar este nosso encontro relatando um período muito louco da minha vida.

No final do período escolar, tive uma crise de dor nas costas, na região dos ombros e do trapézio. A dor era intensa e me incomodava muito. Decidi ir ao médico, com a esperança de alcançar um alívio. Tinha em mente que, através de algum remédio, este peso das costas me fosse aliviado. Entrei na sala do médico, que estava sentado e da mesma maneira permaneceu. Perguntou o que eu sentia, respondi que sofria de muita dor nas costas. Ele fez silêncio e não respondeu nada, acho que pensou: “Este menino está querendo angariar um atestado.”

Persisti perguntando o que eu tinha. Ele respondeu que eu não tinha nada, olhou a região e receitou relaxante muscular. Fiquei muito incomodado, pensando: como uma dor tão grande podia não ser nada?

Mesmo sendo muito jovem, fui buscar respostas para essa dor e para que servia este remédio, o relaxante muscular. Vim a descobrir que não seria muito eficaz, porque a solução para estas dores estava muito longe de remédios. Eles poderiam até mesmo ajudar a aliviar a dor por tempo curto, mas jamais trariam a cura.

Você deve estar se identificando comigo. Respirei fundo e iniciei o mapeamento do problema e tracei estratégia de guerra para resolvê-lo. A primeira coisa era descobrir o que estava causando aquelas dores. Descobri que não estava feliz – ou melhor, feliz eu sempre fui e sou, mas estava insatisfeito.

Comecei a olhar como eu acordava, e me vi brigando com a cama, não por mais um pouco de sono, e sim porque não estava contente com meu trabalho, não queria estar naquele lugar, cobrando pessoas por telefone. Lembro-me de uma ligação com uma senhora que havia comprado uma cama e não havia pago e o meu papel era cobrar. Não! Eu gritava! Não quero ligar para pessoas para cobrar juros ou ser impiedoso com parcelamentos longos. Quantos de nos temos sido prisioneiros de nós mesmos porque aceitamos condições contrárias sem ao menos brigar, gritar ou mesmo sair correndo.

Peguei toda esta insatisfação e usei como combustível; afinal, precisava deste remédio, deste oxigênio, ser feliz, me sentir realizado. Sem dúvida podemos claramente ter dores, incômodos e até mesmo doenças por causa da insatisfação por não sermos felizes, ou não estarmos feliz com algo. Gastrites, ameaças de infarto, crises de choro, síndromes do pânico… São tantas as doenças que muitas vezes têm origem em nós mesmos.

Eu estava decidido a me libertar, a realmente brigar por esta felicidade. Fiz matrícula na faculdade, no curso dos meus sonhos, Educação Física. Mas era impossível pagar sem emprego, e neste momento fui iluminado por Deus: aquele lugar ruim iria patrocinar um lugar melhor, eu usaria o dinheiro do emprego que não gostava para buscar o emprego do meu sonho.

Uau, era disso que estava precisando – perspectiva, sonhos, olhar pra frente, acreditar! Esse foi o remédio! Meu coração se encheu de esperança! Este remédio veio de forma avassaladora sobre a dor nas costas e a levou embora sem piedade.

Meu olhar se encheu de luz, de brilho. Comecei a me alegrar com poucas coisas. Não me esqueço de entrar no ônibus e ver livre aquele lugar na janela, recebendo raios do sol, que alegria!

Quantos presentes recebi por mudar o olhar, por virar a chave. Que delícia a música que de repente toca no rádio somente para me alegrar!

Quero continuar com esse assunto, mas neste primeiro texto gostaria de propor esta reflexão: a felicidade traz saúde, e o contrário dela provoca doenças. Finalizo então com a seguinte pergunta: Você está feliz?

Grande abraço! Nos vemos em breve.

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Sobre o Autor

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Edson Timóteo

Possui graduação em Educação Física pela Universidade Camilo Castelo Branco (2007). Pós graduado em Fisiologia do Exercício

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