Saber onde cortar

Fixe metas e envolva a equipe nesse processo. Só com a participação das pessoas esse esforço pode dar resultado

Postado dia 14/06/2016 às 08:30 por Bruno Caetano

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Foto: Reprodução/Internet

Até para administrar o orçamento doméstico, a gente sabe: se não é possível ganhar mais, precisamos cortar custos para não ficar no vermelho. Substituir algumas marcas mais caras no supermercado, acumular mais roupa suja para ligar a máquina de lavar menos vezes na semana, negociar um plano de telefonia e internet mais vantajoso. São pequenas atitudes que vão refletir nas contas no final do mês.

Em um micro ou pequeno negócio – ou mesmo nas atividades de um Microempreendedor Individual (MEI) – a ordem é a mesma: cortar custos pode ser uma alternativa mais à mão para melhorar a saúde financeira da empresa do que pensar em ampliar o faturamento. Ainda mais em um período de recessão econômica, com resultados particularmente ruins para o varejo. Segundo a mais recente pesquisa Indicadores Sebrae-SP, a redução no faturamento das MPEs no primeiro trimestre de 2016 foi de 15,1% em relação aos três primeiros meses do ano passado.

Se a necessidade de reduzir as despesas está evidente, nem sempre o empreendedor tem a clareza de saber por onde começar. Nós, do Sebrae-SP, sempre aconselhamos que o primeiro passo deve ser um diagnóstico da situação: quais são os seus gastos fixos (salários e contas de consumo) e quais são os variáveis (matéria-prima, por exemplo)? Coloque tudo isso em uma planilha e avalie os valores em relação ao orçamento anual.

Diante desse quadro, tente identificar onde você pode cortar. Revise contratos, negocie com o contador. Analise se não está na hora de trocar maquinário antigo, que consome muita energia e exige manutenção constante. E não deixe de considerar gastos que podem parecer banais, como o papel da impressora. Tudo isso vai ter um impacto no final. Feitas as contas, avalie suas vendas: concentre-se nos produtos e serviços com mais giro e elimine aquilo que fica mais tempo parado no estoque. Ao mesmo tempo, procure fazer novos contratos com os fornecedores.

Finalmente, fixe metas e envolva a equipe nesse processo. Só com a participação das pessoas esse esforço pode dar resultado.

Também chamo a atenção para que os empreendedores não cometam alguns erros comuns. Demitir funcionário experiente porque ganha mais que os outros, por exemplo. Será que você não vai perder, também, um investimento feito por muitos anos em material humano, que pode acabar na concorrência? E, sobretudo, não caia na tentação de tirar dinheiro do caixa da empresa para cobrir despesas pessoais. Feito tudo isso, tenho a certeza de que a sua empresa estará saudável para passar pela crise. Se você precisar, o Sebrae-SP está à disposição para ajudar!

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Sobre o Autor

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Bruno Caetano

Formado em Ciências Sociais pela USP, é mestre e doutorando em Ciência Política pela mesma universidade. Atualmente é superintendente do Sebrae-SP

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