Respeito à diversidade!

Imagine só se todos nós fossemos iguais! Meu Deus como o mundo seria um lugar chato e sem emoção

Postado dia 08/04/2016 às 08:30 por Fernando Muniz

iguais

Foto: Reprodução/Internet

Olha, para ser bem franco, está bem complicado viver em sociedade no Estado contemporâneo, onde cada vez mais as pessoas são donas de verdades absolutas. Outro dia mesmo, fiz um comentário sobre isso falando a respeito da atuação dos Magistrados no país. Ora, é importante lembrar que em um Estado Democrático de Direito, a tutela jurisdicional jamais será uma verdade absoluta! O magistrado analisando todo o conjunto de fatos e normas proferirá a decisão que naquele momento julgar ser a mais justa e correta! Quem preferir uma verdade única e absoluta é melhor ir para a Coréia do Norte, antiga URSS, entre outros, pois bem, deixemos o exemplo “juridiquês” de lado e voltemos às diversidades.

Como já falado também em artigo anterior, a evolução da era digital nos trouxe grandes avanços tecnológicos e também nos auxiliou muito em termos de facilidades e melhor qualidade de vida. Entretanto, como tudo na vida, onde existe o bônus existe o ônus. As redes sociais brilhantemente trouxeram voz a todos as pessoas, mas invariavelmente os usuários não utilizam o recurso com prudência e parcimônia e diariamente nos deparamos com textos, posts, fotos, memes e “otras cositas más”, extremamente preconceituosos seja lá contra quem ou o que for.

Imagine só se todos nós fossemos iguais! Meu Deus como o mundo seria um lugar chato e sem emoção. Pois bem, diante disso é que temos que ter um desenvolvimento mental e espiritual suficiente para aceitar as diferenças de nossos pares e, quando necessário, com sabedoria e educação discutirmos nossas diferenças a fim de um consenso quando possível e, se não for possível, que fique cada um com seu dogma.

Não há como fugir do tema da atual dicotomia social que estamos vivendo por força de uma das maiores crises políticas institucionais da história. De acordo com narrativas criadas para esse único fim, existem os bons e os maus, nós e eles, e os tão famosos coxinhas e petralhas!

Dois pontos devem ser observados: se o problema pertencesse à classe das ciências exatas já havia sido resolvido! E, se a imprensa fosse a grande vilã, com certeza seria muito mais fácil acabar com tudo. Evidentemente o problema está nas entranhas de nossa recente Democracia e só à base de muito diálogo e engajamento da sociedade civil vamos conseguir juntos sair dessa crise, pois todos nós, sem distinção, queremos um país melhor e com justiça social.

Amanhã, ao acordar, respeite quem vai ao trabalho de bicicleta e igualmente aquele que vai de carro, respeite quem assiste televisão, assim como aquele que lê um livro, tenha o mesmo carinho por quem come carne animal, igualmente a um vegano, fique feliz por ver o seu amigo correndo uma maratona de 42 km, mas também buzine para aquele na fila do  lanche do fast-food, e por favor respeite aquele que diverge de sua opinião política! Posso garantir que sua vida ficará muito mais leve!

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Sobre o Autor

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Fernando Muniz

Atua como advogado, e é membro do Primeiro Conselho Municipal da Juventude de Mogi das Cruzes.

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