Represamentos e faixas de proteção

Para não faltar água nas épocas de escassez, muitas vezes há a necessidade de armazenar nas épocas chuvosas; para isso são construídas as represas.

Postado dia 22/09/2016 às 10:18 por Renato Faury

 

 

represamento

Foto: Reprodução/Internet

Sendo inevitável e necessária a construção de uma represa para a produção de energia elétrica, irrigação, abastecimento de água potável, navegação, recreação e lazer e pesca, entre outras, é necessário a realização de estudos completos sobre todas as possíveis implicações do projeto (Estudos do Impacto Ambiental).

O barramento de rios ocasiona alterações ecológicas e ambientais tanto no ambiente aquático como no terrestre do entorno.

Os peixes que vivem num ambiente de água corrente acabam sendo substituídos por outras espécies que melhor se adaptam aos novos ecossistemas (o lago formado).

As represas atraem as pessoas com diversos interesses que devem ser controlados, de modo que não seja poluída ou degradada por usos impróprios.

Às principais utilizações das represas (abastecimento de água ou geração de energia, etc.) acabam se agregando outros usos, como lazer e turismo, que devem ter convivência harmônica, sem prejuízos ambientais ou sociais.

 

Faixas de proteção

Devido ao fato de que quase tudo prejudica os corpos hídricos, deve-se proteger a água de todas as maneiras possíveis. Dependendo das características locais, da bacia hidrográfica e das adjacências, os poluentes disseminados na região podem, pelo escoamento superficial, ou pela infiltração na terra, contaminar a água da bica, fonte ou represa.

De um modo geral, uma faixa contendo vegetação com 50 metros de largura no entorno das nascentes deve ser cercada, em alguns casos, ou com impedimentos à passagem de pessoas e animais e com o desvio das águas superficiais já é suficiente para proteger de possíveis contaminações.

Análises frequentes da qualidade da água também são necessárias para avaliar a sua potabilidade, descobrir possíveis focos de poluição com antecedência para a defesa do recurso natural.

Para corpos hídricos maiores, como lagos e represas, 30 metros de entorno pode ser satisfatório, dependendo das características do solo e do subsolo local.

A vegetação deve ser mantida nesta faixa. O ideal é uma espessa mata nativa para filtrar as águas das enxurradas, possibilitando assim que uma água mais limpa chegue ao recurso hídrico.

Nos corpos hídricos de grande porte, como as represas, os acessos geralmente são livres, nesses casos a proteção ao manancial é mais difusa e deve contar com a colaboração dos que a utilizam para o consumo ou lazer e os moradores vizinhos.

Terrenos na beira das represas são propícios a invasões, tanto para curta permanência, como para moradia. Em ambos os casos ocorrem desmatamentos e geração de resíduos. Se for “terra de ninguém”, o mato mais cedo ou mais tarde pega fogo (“acidentalmente”, é claro). Os terrenos contíguos às represas, sendo usados para lazer, são conservados e as faixas de proteção mantidas.

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Sobre o Autor

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Renato Faury

Engenheiro civil pós graduado em Engenharia Ecológica, e Assessor do meio ambiente do LIONS Internacional Governadoria LC-5

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