Reforma política já

Eleita pelo povo, a Assembleia Nacional Constituinte que eu proponho teria a missão de revisar toda a Constituição Federal no prazo máximo de dois anos

Postado dia 10/10/2016 às 10:14 por Junji Abe

 

política

Foto: Reprodução/Internet

Não precisa ser especialista da área financeira para entender que a crise sem precedentes é consequência da irresponsabilidade de pseudolíderes, travestidos de salvadores da pátria, que se tornam governantes, como Collor e Lula. De um lado, comandam o país sem conhecimentos elementares sobre a absoluta necessidade de manter o equilíbrio orçamentário, fiscal e financeiro.

De outro, não têm prudência para compor uma equipe de colaboradores experientes, competentes e sérios. Para desgraça geral, esbanjam demagogia e populismo barato, com os agravantes da prepotência, soberba, mentira e falso socialismo. Tudo turbinado com cinismo, imoralismo e corrupção.

O desmonte do país teve a ajuda do nefasto sistema político-eleitoral e governamental, que multiplica a teia de abusos sem limites para saciar a voracidade corrupta individual, grupal ou partidária. Esses falsos líderes locupletaram-se das riquezas do Brasil, praticando infinitas imoralidades, como o petrolão que a Operação Lava Jato tenta extirpar.

Continuo pregando a urgente e legítima reforma política para tirar o país do atoleiro. Isto só ocorrerá por meio de Assembleia Nacional Constituinte. Eleita pelo povo, teria a missão de revisar toda a Constituição Federal no prazo máximo de dois anos. Seriam especialistas das mais diversas áreas e integrantes de todos os segmentos da sociedade, despojados de ideologia partidária, com ilibada idoneidade e notório saber. O grupo não receberia salários – apenas ajuda de custo para deslocamentos, alimentação etc.

Reputo fundamentais o fim da reeleição para cargos majoritários; única reeleição para cargos proporcionais; extensão do mandato para cinco anos e coincidência de eleições; proibição de todas coligações; extinção do quociente eleitoral (ganham os mais votados e pronto!); redução do número de partidos políticos ao máximo de cinco; reformulação do Fundo Partidário para descentralização proporcional da receita para estados e municípios, conforme o número de eleitores; regulamentação rigorosa do financiamento de campanhas eleitorais para direcionamento exclusivo aos partidos políticos; e implantação de eleições distritais mistas para que o povo fiscalize com eficiência e cobre com rigor os parlamentares.

Com a reforma política concretizada, as demais importantes reformas tributária, previdenciária e trabalhista/sindical, entre outras, serão muito mais compreensíveis e efetivas. Sem a profunda reformulação constitucional, o Brasil permanecerá à mercê de interesses individuais sustentados pela promíscua relação entre Executivo e alguns parlamentares do chamado alto clero, que ignora a coletividade.

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Sobre o Autor

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Junji Abe

Junji Abe, 75 anos, mogiano, produz e comercializa flores e plantas ornamentais, e foi prefeito de Mogi das Cruzes por duas vezes seguidas (2001-2008)

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