Quando um partido vale mais que a nação

De volta à oposição, o PT articula para obstruir quaisquer planos econômicos capazes de tirar o país da fossa onde foi colocado pela própria ganância do governos Lula e Dilma

Postado dia 12/09/2016 às 09:00 por Pedro Henrique

PT

Foto: Reprodução/Internet

Já se vão alguns meses de afastamento de Dilma, e agora conseguimos enxergar com certa distinção as sujeiras que vão emergindo após o naufrágio. Sem entrar no mérito de Temer, o vice da chapa eleitoral de Dilma (eu não votei em Temer), gostaria de destacar algumas coisas que se fazem patentes neste momento. Isto é, as ações da esquerda nas últimas semanas.

Antes, vale aqui lembrarmos de algumas atitudes históricas do Partido dos Trabalhadores (PT). Eles foram contra a Constituição de 1988, simplesmente porque a Assembleia Constituinte era conduzida pela oposição. Foi contra o governo de Itamar Franco, ao ponto de montar esquemas para barrar qualquer ação de melhoria econômica do país. Foi ferrenhamente contra o plano Real, apenas porque a medida era obra do grupo opositor.

E, agora, vemos as articulações petistas no Congresso, com a clara intenção de obstruir quaisquer planos econômicos capazes de tirar o país da fossa onde foi colocado pela própria ganância do governos Lula e Dilma. Planos que, se não forem aprovados por deputados e senadores, manterão o Brasil inerte diante da crise profunda pela qual passamos.

Novamente o Partido dos Trabalhadores volta a suas origens comunistas — já que não mais possuem as bonanças do capital em suas mãos, já que não podem mais articular e usar o poder de suas poltronas presidenciais para viabilizar, através de chantagens, os tributos usurpadores, as propinas milionárias e as sangrias astronômicas aos bancos públicos.

Novamente o PT volta para suas trincheiras para, de lá, elaborar como sabotar quarteis e derrubar governos. Com a estratégia de Gramsci, prega que aconteceu um “golpe” constitucional a Dilma; com as diretrizes de Marx, viabiliza a violência das ruas e os discursos de guerra social.

Quando um partido se propõe a sabotar todo o tipo de ação econômica, não importando o viés nem as ideias apresentadas, ele não está procurando o bem social, o bem da nação, mas a pura e simples degradação, a estratégia do “quanto pior melhor”. O PT mostra, em vias panorâmicas, que sua preocupação é única e exclusivamente com a manutenção do poder em suas mãos; seus conceitos de democracia passam, necessariamente, pela hegemonia de suas ideias.

A ditadura petista é o ideal de governo de seus partidários. Contra isso não há argumentos: basta ver a oposição feita por eles, uma oposição de destruição e degradação econômica. E isso se faz possível porque políticos possuem salários garantidos, não é mesmo?

Um verdadeiro democrata sabe reconhecer a bonanças de seu oponente. Não é porque sou contra o PT que eu não deva elogiar a sua estruturação de bolsas de estudos do PROUNI e a viabilização do FIES. A grandeza de um homem está na lisura de seu caráter. E a lisura de caráter se mostra quando podemos elogiar nossos opositores, quando podemos aplaudir os acertos de nossos inimigos.

O PT programa a ruína de nosso país enquanto grita por “democracia”. A esquerda prega a guerra civil enquanto chora por tolerância. Cabe a nós, homens e mulheres brasileiros, abrirmos os nossos olhos e vermos sem tarjas aqueles que lutam por um país e seu povo e aqueles que lutam pela ditadura de um partido.

Quando a bandeira de um partido está acima da segurança econômica daqueles que eles usam como estandarte de suas políticas, devemos nos questionar se os pobres não foram apenas gado de abate. A contradição da esquerda brasileira deveria nos enojar a tal ponto que o boicote a suas ideias tornar-se-ia obrigação dos sensatos.

Obs. Recomendo a leitura do texto de Ary Filgueira, da IstoÉ (http://istoe.com.br/os-sabotadores/), que traz detalhes daquilo que disse acima. Sua competência ao mostrar as contradições petistas é digna de aplausos.

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Sobre o Autor

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Pedro Henrique

Pedro Henrique, filósofo, ensaísta, crítico social, estudioso de política e palestrante

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