Protagonismo juvenil e mudança já!

As palavras de ordem são: “ocupação e protagonismo juvenil”

Postado dia 02/05/2016 às 15:05 por Fernando Muniz

juvenil

Foto: Reprodução/Internet

“Por São Paulo, por Presidente Prudente, pela dignidade da minha família e do meu pai, sim !”; “Pela minha família, pelos meus amigos do Estado do Rio de Janeiro meu voto é sim!”; “Pela geração da gente, meu voto é sim!”; “ Meu voto é pela dignidade, por aquilo que Minas Gerais representa, meu voto é sim!”.

Essas foram as falas dos nossos parlamentares durante o processo de impeachment ocorrido na Câmara dos Deputados em Brasília. Todo aquela longa votação gerou uma exposição em rede nacional das vísceras dos nossos representantes, a falta de coerência na fala, baixa capacidade intelectual, com cometimento de erros primários com a nossa tão linda língua portuguesa, mostrou a quem quisesse ver e ouvir o quão estamos mal representados nacionalmente.

Peço licença para transcrever uma passagem bíblica, “À César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Como tudo na vida não podemos generalizar não são todos os Deputados que carregam os predicados citados acima, entretanto, infelizmente uma boa parte se mostrou inequivocamente despreparados para exercer o seu mister.

Ora, mas quem são os nossos representantes políticos? Os nossos parlamentares são o retrato da nossa sociedade e sem querer lhe desanimar caro leitor, são o retrato de todos nós! Afinal de contas como foi que eles chegaram até lá? Naturalmente através do voto oriundo de eleições diretas como em toda democracia mundial. O que não podemos esquecer é que nosso modelo de Estado democrático de Direito garantido pela Carta Magna de 1988 é extremamente jovem!

Podemos afirmar que vivemos em uma democracia plena desde o ano de 1989, época em que tivemos as nossas primeiras eleições diretas, ou seja, há apenas vinte e sete anos. E evidentemente vinte sete anos é muito pouco tempo para a mudança histórica de um país.

Tenho certeza que todos desejam uma mudança no cenário político atual e para isso precisamos despertar cada vez mais a juventude para exercer o seu protagonismo. Seja na sociedade civil organizada ou na política partidária, a juventude precisar ocupar espaços para perceber cada vez mais o sentimento de pertencimento.

Já está bem claro que apenas reclamar da sua cadeira e atrás do seu computador por meio das redes sociais, não irá surtir grande efeito, precisamos é ser iniciar a mudança que pretendemos ver amanhã.

Lembram-se do que leram no primeiro parágrafo desse artigo? Aquelas são as falas dos Deputados durante o processo de impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, ocorrido no ano de 1992, notaram alguma semelhança com o discurso durante a votação do impeachment da presidente Dilma ocorrido 24 anos depois, nesse ano de 2016? Muitas não é mesmo, aquela época eu contava com apenas 5 anos de idade, mas imaginem só se todos os jovens ocupassem verdadeiramente os seus espaços na política de modo a Hackear o sistema, talvez poderíamos assistir neste ano um debate com um nível melhor do que esse que está ocorrendo em Brasília.

Portanto, as palavras de ordem são: “ocupação e protagonismo juvenil”, não podemos mudar que passou, mas se quisermos podemos mudar o final! Vamos todos juntos buscar a mudança e a melhoria do nosso cenário político nacional.

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Sobre o Autor

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Fernando Muniz

Atua como advogado, e é membro do Primeiro Conselho Municipal da Juventude de Mogi das Cruzes.

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