Presidente Dilma foi afastada. Temer assumiu. O que esperar?

Trocar de governo não é garantia de melhora e retomada de crescimento, mas demonstra que numa democracia a população tem direito de escolher quem irá administrar o país

Postado dia 18/05/2016 às 08:30 por Wndenberg Marques

dilma

Foto: Reprodução/Internet

Durante todo o ano de 2015 e primeiro semestre de 2017 foi discutido o impedimento do exercício do cargo de presidente da república da Sra. Dilma Rousseff. Enfim, o senado aprovou o pedido e a presidente foi afastada do cargo no início de maio, quando o vice-presidente Michel Temer assumiu o poder.

Há muitos questionamentos em relação ao ato, principalmente por esquerdistas, mas vale lembrar que este foi dado por meios legais e democráticos, atendendo ao pedido do povo com capacidade de esclarecimento e entendimento da situação econômica do país que estava em decadência, sem crescimento, sem investimento, sem confiança, com sobras de escândalos de corrupção e à beira de um calote.

O ato do afastamento do PT causa uma retomada de confiança do setor privado no Brasil e abre os olhos de investidores estrangeiros que estão dispostos a apostar nas oportunidades de um país como sempre promissor e carente de governantes com cabeça voltada para o crescimento econômico e desenvolvimento social do país e menos voltada para questões partidárias e ideológicas. Tal retomada faz com que esses investidores apliquem seus recursos no país criando assim empregabilidade, controle da moeda, maior arrecadação para o governo e crescimento de riquezas a favor do País.

O populismo e ideologia comunista adotados pelo PT nos seus quase quatro mandatos seguidos levaram as contas públicas para o vermelho com desvios e investimentos mal feitos na hora e nos setores errados, arruinaram a credibilidade do país no cenário internacional, fizeram com que o mercado parasse aguardando a queda do governo ou uma quebradeira geral e a transformação de um país em desenvolvimento em um país escravo de uma esquerda golpista que usa o povo como massa de manobra vendendo uma ilusão de políticas sociais e discurso de ódio contra as “elites”.

O mercado recupera a confiança mais com a queda do governo do PT que com os novos governantes, pois estes terão de provar que podem redirecionar o país para rumo do crescimento, credibilidade no cenário internacional e principalmente no controle das contas públicas. Isso tudo mesmo tomando medidas não populistas e sem pensar apenas em reeleições como o governo do PT fez nos últimos quase quatro mandatos.

Trocar de governo não é garantia de melhora e retomada de crescimento, mas demonstra que numa democracia a população tem direito de escolher quem irá administrar o país retomando principalmente a confiança dos mercados. Ainda não temos nenhum fato concreto em relação a reabilitação econômica, mas temos a certeza de que quem estava fazendo errado agora não mais esta. Resta saber e confiar nos novos.

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Sobre o Autor

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Wndenberg Marques

Administrador, especializado em finanças corporativas e bancos de investimentos pela FIA (Fundação Instituto de Administração), certificado pelo IBCPF

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