Preconceito

O preconceito é filho bastardo de generalizações


Postado dia 03/04/2017 às 09:00 por José Iwabe

preconceito

Foto: Reprodução – Campanha publicitária “united collors of benetton”

Sou um cara de mente aberta, não sei o que é preconceito!

Muitos pensam poder fazer esta afirmação, mas com frequência se enganam. A maioria não gosta de admitir, porém não poucas vezes acaba por julgar as pessoas por sua aparência, idade, cor, sexo, país de origem, status social ou econômico.

Em aparente tom de brincadeira certas expressões já se tornaram até bordões: “É preto, o que você queria?”, “Só tinha que ser mulher no volante”, “Velho só atrapalha”, “Eita português burro!”, “Todo baiano é preguiçoso”, “Nasceu pobre, vira bandido”, “Todo rico é explorador”, “Gordo só ocupa espaço”, etc.

O preconceito é filho bastardo de generalizações.

Porque muitos quarentões já não têm a mesma agilidade física ou mental, ou por supor que tenham menos ambições, desembaraço ou facilidade para o aprendizado que os mais jovens, são automaticamente preteridos nas contratações pelas empresas.

Também há “preconceitos a favor”, que são tão enganosos quanto: “É alemão, logo muito organizado e sistemático!”, “Todo japonês é trabalhador”, “Os evangélicos são muito religiosos”, “Ecologistas são amantes da paz”. Se você prestar atenção perceberá que nem todo alemão é disciplinado, que há japoneses vagabundos, evangélicos hipócritas e ecologistas dados à violência.

Estereotipar as pessoas – consequência das ideias preconcebidas – traz danos aos relacionamentos, pois induz a julgamento ou ação fundada em falsas premissas.

O primeiro passo para superar tal comportamento é reconhecer que podemos estar sob a influência de algum tipo de preconceito. Em seguida evitar julgar precipitadamente. Buscar informações, observar detalhes e formar um padrão baseado em sua conduta, conhecendo melhor aquela pessoa.

Os publicitários são conscientes dessa tendência a generalizações e produzem peças de propaganda artificiosas: “O mais vendido em sua categoria”, “É a preferência nacional”, “Todo mundo quer, todo mundo usa”, etc. Como poucos se dão ao trabalho de pesquisar o real valor daquele produto anunciado, fica a ideia de que a maioria deve estar com a razão e não se dá conta que talvez só venda bem porque é o mais propagandeado.

Esse tema é de suma importância, dado que o julgamento precede habitualmente uma decisão: na compra de um bem, na escolha de uma escola, na contratação de um funcionário, na eleição de um candidato, para determinar uma amizade, ao se comprometer num laço afetivo, etc., o acerto ou equívoco em ajuizar sobre algo ou alguém pode trazer consequências duradouras, para o bem ou para o mal.

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José Iwabe

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