Por que não sou feminista?

A ideologia que faz de mulheres idiotas úteis

Postado dia 20/05/2016 às 14:39 por Wilson ADM

 

feministas

Foto: Reprodução/Internet

Onde o feminismo atual erra e erra feio? Simples. O feminismo atual está mais preocupado em travar discussões estéreis com o sexo oposto do que de fato olhar para as dificuldades da mulher, particularmente as mulheres pobres e de classe média. Depois que ser feminista e “de esquerda” virou “cult”, muitas jovens  resolveram se autointitular feministas. E quando digo jovens, são jovens de verdade. Adolescentes de 16, 17 anos que se deslumbram com a liberdade que o movimento prega. Essas jovens tiveram pouquíssimo contato com o que as mulheres enfrentam na rotina diária, estão confinadas ao meio universitário, às boates e às festinhas. Pouco sabem a respeito do feminismo, portanto, serei franca: Eu não as levo a sério.

Quais as pautas que deveriam ser adotadas pelo feminismo hoje no Brasil? Nos últimos dez anos cerca de 58% das mulheres brasileiras foram forçadas a deixar seus empregos por não ter com quem deixar seus filhos. Sei que algumas feministas radicais vão dizer: “É para isso que serve o aborto. Para mulheres pobres não terem ainda mais filhos que lotam o mundo e impedem a vida profissional.” Elas são legais assim… A questão é, precisamos de creches públicas de qualidade, precisamos de empresas privadas comprometidas com as profissionais mães que disponibilizem um ambiente específico onde possam deixar as crianças de 1 a 4 anos. Algumas (pouquíssimas) já têm essa política.

Outro ponto, essas mulheres estão sofrendo não apenas financeiramente, mas psicologicamente. Apesar de muitas feministas não quererem enxergar o fato, a mulher tem instinto maternal, a mulher ama seus filhos e sofre quando precisa deixá-los. Elas precisam de ajuda para lidar com o período de separação que o mercado de trabalho implica. Na obra “O Outro Lado de Feminismo” (editora Simonsen) as autoras Suzanne Vanker  e Phyllis Schlafly provam que a jovens mulheres do século XXI terão de fazer a dura escolhe entre a maternidade e a carreira, pois a tentativa de gerir ambas as vocações com sucesso é simplesmente impossível. A bem da verdade, em uma sociedade ocidental onde a mulher possui igualdade de direitos (bem diferente da realidade da situação feminina em países islâmicos), o conflito entre vida familiar e trabalho é aquele que mais aflige as mulheres.

Outra pauta aparentemente esquecida pelo movimento feminista é a pedofilia. Acho estranho, mas assustador que feministas não falem mais sobre a indústria da pedofilia, considerando que as matriarcas da luta feminina (aquelas que não se intitulavam feministas, pois essa ideologia ainda não existia, mas ficaram conhecidas apenas como sufragistas) tinham como lema “o direito das mulheres E DAS CRIANÇAS“. Com a “cultura” do funk se alastrando, cada vez mais meninas (e meninos) têm sua imagem explorada. Cito o caso da MC Melody, uma menina de 8 anos que tem sua imagem exposta pelo pai de forma obscena. Apenas os conservadores estiveram realmente preocupados em salvar essa criança, mas o total silêncio do feminismo e da mídia perante à destruição da dignidade dessa criança me dói nos ouvidos. Posso ouvir algumas feministas rebatendo: “Nós tratamos apenas dos direitos das mulheres, não podemos resolver todos os conflitos sociais do mundo.” Neste ponto é preciso ser dito: Se as feministas da nova onda lutam pelos direitos de transsexuais, gays, LGBT em geral, afirmam que o casamento “poliamor” deve ser legalizado, então por que não podem reservar um mísero tempo para escrever posts em suas páginas nas redes sociais (o que sabem fazer muto bem) e denunciar a pedofilia? Ou será que as feministas finalmente precisarão assumir que suas pautas são ditadas por demandas políticas e partidárias que nada têm a ver com o bem estar das mulheres brasileiras?

As representações feministas estão mais preocupadas com o patriarcado, esse suposta bicho papão que oprime as mulheres. Quem mais oprime o sexo feminino na era moderna é o próprio feminismo, que exige total submissão e apoio a seus próprios dogmas. Muitas feministas falam sobre as donas de casa, também reconhecidas como “belas, recatadas e do lar”, com escárnio e revolta, certamente não as colocariam em sua pauta. Agora, você se pergunta: Como o feminismo pode simplesmente ignorar os pontos mais verdadeiros da condição feminina atual e perder tempo com causas improdutivas e fabricadas? Na verdade, o escândalo se tornou a arma número um do feminismo radical atual. Peitos de fora, pichações de obscenidades em igrejas, mulheres se beijando vestidas de Jesus Cristo, e isso é o mínimo. Quanto mais escandaloso e chocante melhor! E as mulheres REAIS do dia a dia? Quem pensa nelas? O que está por trás disso tudo é pura e velha POLÍTICA.

Grupos feministas são financiados por organizações internacionais que têm seus próprios objetivos políticos. A ideia da igualdade social que reconhece a mulher como um ser humano capaz que foi defendida por Mary Wallstonecraft e Alice Paul no século XIX é agora instrumentalizada e usada para fins que nada têm a ver com a mulher, com sua dignidade e saúde (física e psicológica). Nunca foi tão difícil ser mulher e a culpa não é do patriarcado. Há algumas semanas li um trabalho científico escrito por uma “grande mente feminista” da atualidade, onde a autora se refere às donas de casa “a seres mentalmente inferiores”, mulheres que abriram mão de sua identidade. Foi o estopim para eu pesquisar sites feministas famosos (em inglês, português, espanhol e francês) e me chocar ao ver que a grande maioria concorda com esses pensamento. Deixe-me explicar a essência da minha revolta: Minha mãe é dona de casa. Vi minha mãe trabalhar muito durante minha infância; lavando roupa, fazendo comida, cuidando de mim e da minha irmã, e isso com vários problema de saúde.. Essa mulher é, possivelmente, a pessoa mais inteligente que eu já conheci, muito mais que minhas professoras de faculdade. Ela despertou em mim o senso crítico para questionar, me contou sobre os livros que leu e os filmes que assistiu, através das conversas que tive (e tenho) com minha mãe, eu consegui compreender melhor o mundo. Enquanto o meu pai sustentava nossa casa e cuidava das nossas necessidades, minha mãe nos forneceu a base para sermos mulheres livres, dignas e cumpridoras dos nossos deveres. Criar um ser humano saudável e bem ajustado neste mundo é, na minha visão, a maior REALIZAÇÃO e  maior prova de inteligência de todas. Que feminismo é esse que tenta diminuir e OPRIMIR outras mulheres por usarem sua liberdade para serem esposas e mães? Especialmente quando as primeiras feministas, AS SUFRAGISTAS eram todas mães e esposas? Digo novamente, o feminismo não serve às mulheres, serve à política. É por isso que tem feito tão pouco DE FATO pelas mulheres.

O feminismo tornou-se exatamente o que as matriarcas do movimento rejeitavam: É violento (Destruir imagens religiosas, pichar igrejas é violentar os direito a crença ‘dos outros’). É intolerante. É opressivo. Não defende crianças, mas tenta tornar a mulher inimiga de seus filhos, para as feministas, o feto é como um ladrão que entra na sua casa e você tem o direito de defender sua propriedade tirando sua vida. O feminismo, especialmente em sua configuração atual, muito difundida pelas páginas nas redes sociais de esquerda, é obcecado pela ideia de que toda mulher é essencialmente boa e todo homem essencialmente mau. Incute na cabeça das mulheres, particularmente as adolescentes igênuas, uma vitimização exacerbada.

Gloria Steinem (feminista radical) uma vez disse: “Um feminista é alguém que reconhece a igualdade e a total humanidade da mulher.” A grande maioria dos grupos feministas atuais luta cada vez mais para desumanizar a mulher. “Marcha das Vadias”? Mulheres se manifestando nuas e carregando faixas com frases como “Puta com orgulho”? “Meu aborto foi ótimo, obrigada”. O que é dignidade humana para essas pessoas? Ela simplesmente não existe. Será que essas feministas sabem que as consideradas “feministas da Primeira Onda” ,aquelas que conquistaram o voto com a ajuda de homens comprometidos com a Liberdade, eram mulheres conservadoras? Nos EUA, essas mulheres militavam pela proibição da venda de bebidas alcoólicas, pelo direito das crianças ( a questão do trabalho infantil estava em discussão na época), contra o aborto (“o aborto é a máxima exploração da mulher”, Alice Paul – Feminista, sufragista, principal líder do movimento dos Direitos das Mulheres de 1910 nos EUA).

Você acha realmente que a “marcha das vadias” representa as mulheres? Você está sendo manipulada. O que me dá o direito de colocar o feminismo pós-moderno em cheque? Como diria Charlotte Brontë em “Jane Eyre”: “Eu não sou um pássaro e gaiola nenhuma me prenderá: Eu sou um ser humano livre e com uma vontade independente.” Nem mesmo a jaula feminista, construída por pregadoras tão dogmáticas quanto qualquer religião, será capaz de me prender.   O feminismo tornou-se uma jaula muito maior que a religião, que a sociedade. Se você quer ser livre, pensar o que quiser, não tenha ideologias. Elas retiram cirurgicamente seu cérebro e o substituem por uma mentalidade de rebanho; exigirão cada vez mais de você, da sua individualidade por um pensamento coletivo. Ou você se dobra e engole TODAS as exigências do movimento, ou você é homofóbica, machista, racista, islamofóbica, fascista, falocêntrica, eurocêntrica, imperialista, opressora e outras nomenclaturas que só movimentos esquerdistas têm tempo para inventar.

Feminismo hoje é histerismo, isso sim. As mulheres que apoiam o feminismo, geralmente porque a única coisa que sabem sobre a ideologia vem de redes sociais, filmes bonitinhos e frases prontas, são ingênuas. Ser livre é não ter que obedecer exigências de coletivos e grupos ideológicos. Por isso não sou feminista, marxista, socialista, comunista, e todos os “istas “que só servem para criar idiotas úteis de causa políticas. Quando você ouvir um discurso de uma feminista, entenda sempre, sempre existe uma pauta que leva direto para um objetivo da esquerda. Não existe amor por mulher nenhuma. Essa é a realidade.

marinaAutora: Marina Moura
Profissão: Tradutora
Cidade: Rio de Janeiro
Carioca. Estudante de literatura inglesa. Revisora, tradutora e analista crítica, leitora fanática e curiosa profissional.
Entre em contato com Marina Moura pelo Facebook!

 

Compartilhar:

Leia também

Assine a nossa newsletter