Paz e Comércio

A atividade comercial, depende de paz e liberdade. Assim, podemos pensar que o comércio promove a paz, pois sem paz não há mercados

Postado dia 22/11/2015 às 23:52 por Luiz Edmundo

feira

Fumo de rolo, arreio de cangaia,

Eu vim pra vender, quem quer comprar?

Bolo de milho, broa e cocada,

Eu vim pra vender, quem quer comprar?

Feira de Mangaio

Compositor: Sivuca

Visto muitas vezes como uma atividade mundana, indigna da elevação espiritual (razão maior da existência humana), o comércio é, por diversas situações, tratados com desdém, por filósofos e espiritualistas que veem nessa atividade uma forma de oportunismo, de logro, de exploração do ser humano. Exemplo recorrente está na relação do colonizador europeu com os nativos da América no período de sua colonização. Lembram-se daquele exemplo da professora de história que citava a troca de espelhinhos, contas coloridas por ouro e prata com os nativos americanos que em sua ingenuidade submetiam-se a troca de valores tão desigual?

Podemos conceituar tal fato como comércio? É claro que não, pois a maior parte desse relacionamento entre “civilizados” e “selvagens” configuram-se com exploração, marcada invariavelmente por violência e escravidão.

Comércio são relações voluntárias de troca, onde o vendedor não é obrigado a entregar o seu produto e o comprador, por sua vez, compram se quiser, assim como ocorre nas feiras livres, shopping Center, mercados e tantos outros pontos comerciais que nos cercam. Nos mercados compradores e vendedores são livres para fazerem suas escolhas.

Adam Smith (1723 – 1790), considerado o ‘pai da economia’, entendia o comércio como uma dádiva de Deus aos homens para que esses possam enriquecer-se mutuamente.  O comércio permitiu que as pessoas se especializassem, ou seja, produzissem somente aquilo que ela faz melhor e assim, através do comércio, pudessem usar o excedente de sua produção para trocar por outras mercadorias que elas necessitassem.

Apesar das controvérsias os mercados são o centro da atividade humana. Cidades são formadas em torno de feiras, shopping são os locais mais frequentados por jovens urbanos, as feiras livres celebram a cultura e a tradição de regiões. Nos mercados são consagrados os valores que o trabalho humano formou. Um oleiro forma seus vasos e outros utensílios de barros, porém é somente no mercado que seu trabalho adquirirá um valor definido por um preço e assim remunerar seu esforço e talento.

Tão presente e tão importante em nosso cotidiano que não é estranho que o ignoramos, ele se faz sentir apenas nos momento de colapso, quando por ingerências politica, guerras e outras intervenções costumamos dizer: – falta tudo no mercado. Então damos conta de como é importante um mercado livre. Pois quando tentam controlar os preços e determinar os valores dos bens e serviços ocorre escassez ou desabastecimento. Nos brasileiro vivenciamos isso no final dos anos 80 quanto o governo tabelava os preços para controlar a inflação e o resultado é sempre o mesmo: falta produto nos mercado.

A atividade comercial, depende de paz e liberdade. Assim, podemos pensar que o comércio promove a paz, pois sem paz não há mercados. Somente na paz as mercadorias podem circular e satisfazer as necessidades humanas.

 

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Sobre o Autor

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Luiz Edmundo

Economista e doutor em engenharia da produção, dedicam-se ao ensino superior como professor.

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