Pastor Carlos Evaristo

Conheça um pouco mais sobre o Pastor Carlos Evaristo, e sua trajetória na religiosidade, na política e um pouco mais de sua história de vida.

Postado dia 16/01/2016 às 00:00 por Wilson Neves

pastor

Foto: Acervo – Pastor Carlos Evaristo com os pastores da Igreja Quadrangular de Cesar de Souza

Pastor Carlos Evaristo da Silva, formado em teologia, é superintendente da Igreja do Evangelho Quadrangular da Região do Alto Tietê. Atualmente é Vereador na cidade de Mogi das Cruzes e realiza um trabalho com dependentes químicos.

Pastor Carlos Evaristo, faça uma apresentação contando um pouco de sua história

Meu nome é Carlos Evaristo da Silva, tenho 52 anos, sou pastor evangélico e atualmente vereador na cidade de Mogi das Cruzes. Eu nasci em Minas Gerais, filho da senhora Geni da Conceição da Silva, e do já falecido senhor José Raimundo da Silva. Vim para Mogi das Cruzes com aproximadamente 7 anos de idade. Já residindo em Mogi, cresci realizando trabalhos simples, onde eu passei bastante tempo trabalhando como jardineiro e vendendo verduras nas ruas da cidade.

Durante esse período que fui crescendo, tive a oportunidade de conhecer o evangelho através da Igreja Evangélica Quadrangular, isso já com meus 17 anos, a partir daí comecei a desenvolver trabalhos sociais dentro da Igreja. Mais para frente, já com quase 30 anos de idade, fui trabalhar na Komatsu do Brasil no ano de 1989, dentro do almoxarifado, saí de lá atuando já no setor de compras. Mas a minha vivência e envolvimento com a espiritualidade veio crescendo, e com isso comecei a perceber dentro de mim uma grande necessidade de entrar para a vida pública.

O que o levou para seguir na religiosidade como Pastor?

O evangelho nos ensina a cuidar de pessoas, então eu e minha família fomos aprendendo como amar as pessoas. Amar o próximo exige que não fiquemos somente no discurso, exige que o ato seja feito na prática. Passamos a iniciar alguns trabalhos sociais, de forma simples no início provendo algumas poucas cestas básicas para necessitados, onde eu tinha a ajuda da minha mãe no início. Eu tive também um chamado. Comecei a trabalhar com os jovens da igreja e posteriormente passei a estudar no seminário do instituto teológico da própria Igreja do Evangelho Quadrangular. Nesse período eu pude amadurecer mais minha compreensão sobre esse chamado que eu recebia.

Como foi que iniciou sua vida política?

Por desenvolver os trabalhos sociais, eu precisava do poder público para me auxiliar a socorrer as pessoas que eram mais necessitadas de atenção e maiores cuidados. Um dia minha esposa sugeriu que eu concorresse a um cargo público para ver se eu conseguiria ajudar mais as pessoas. Essa ideia entrou forte em meu coração. Então concorri para vereador de Mogi das Cruzes no ano de 1996 e no ano de 2000. Nas duas tentativas eu não fui eleito. Em 2004 eu tentei novamente convicto que seria a última vez caso não conseguisse, porém, dessa vez eu finalmente fui eleito com 2506 votos, pelo partido PSL que se tornou posteriormente o Democratas, e logo em seguida migrei com todo o nosso grupo de São Paulo para o PSD onde permaneço até o presente.

Pastor Carlos EvaristoComo o senhor consegue conciliar a vida política com a vida religiosa? Mudou alguma coisa?

Eu acho que tudo na vida acrescenta, mas com relação ao meu discurso e minha forma de ministrar, continua igual. Pois Jesus ensinava exatamente a fazer o social, a igualdade, e a política se faz dentro de casa, é uma lição de bom relacionamento na família, na igreja, e aqui câmara. Política significa servir as pessoas. É a arte de fazer o bem, governar para o bem. Se você tem um propósito de fazer as coisas corretamente de forma digna e honesta, não muda tanto. As pessoas perguntavam se eu não tinha medo de entrar na política brasileira pela fama que a mesma possui, mas as pessoas que não gostam de política serão governadas por quem gosta, então se as pessoas bem intencionadas não fazem sua parte, podem dar espaço para outras que possuem intenções duvidosas.

Nosso país vem passando por sérias dificuldades, onde muitas coisas negativas que se revelam no dia a dia infelizmente são verdadeiras, outras, apenas boatos e especulações. Porém, isso está impactando diretamente na situação econômica do país.  Falemos então sobre política econômica. Qual a sua dica para o empresário ou comerciante que está preocupado com a crise nacional?

Eu particularmente, aprendi a fazer do limão uma limonada. Acho que é necessário acreditar e trabalhar. Acordar cedo e dormir tarde. Se a gente olhar para o Japão quando foram destruídas as cidades de Hiroshima e Nagasaki pelas bombas atômicas, eles se uniram e não ficaram se lamentando. Eles foram à luta, Nós temos que pegar firme, e trabalhar mais do que estamos trabalhando, que nós venceremos essa crise. Não devemos pensar que estamos no fim ou que estamos no caos total, temos que acreditar, que vamos superar esse momento difícil com trabalho.

A crise nacional afetou Mogi das Cruzes?

Os investimentos que o município está fazendo em diversas obras não têm sido afetados. O prefeito da cidade tem anunciado novas obras com a verba recebida do Governo Federal. O próprio orçamento do município também tem sido bem aplicado. Mas percebemos que a vida de muitas pessoas foi afetada infelizmente por fatores como o desemprego, e pela diminuição do poder de compra o comércio acaba girando menos. Mas o meu conselho para as pessoas é que elas procurem não mudar suas rotinas, pois de repente, o monstro da crise é menor do que as pessoas pintam. Temos que olhar para frente.

vereador e prefeito

Vereador Pastor Carlos Evaristo, Prefeito Marco Bertaiolli, Secretario Adjunto de Transportes, Fabio Vega

Quais os maiores problemas que a cidade de Mogi das Cruzes possui atualmente?

Nós temos dois problemas graves e estamos trabalhando para resolver. Um deles é a mobilidade urbana, pois as ruas da cidade não foram preparadas para o crescimento que estamos tendo, então chega um horário de pico que muitos pontos travam. E também a questão da drenagem do município, pois ainda temos problemas com enchentes. Não temos mais problemas de deslizamentos com diversas áreas de risco como no passado, mas ainda temos o problema do alagamento. No entanto, estamos juntos com o atual prefeito da cidade trabalhando para resolver esse problema, como também o da mobilidade urbana. Temos vias de acessos sendo feitas em pontos críticos da cidade, como na Kaoru Hiramatsu, onde está sendo feita uma duplicação da via que deve aliviar bem o trânsito, e a passagem de nível onde está sendo feito um túnel. Essas obras novas não irão resolver todos os problemas, mas é um primeiro passo.

Voltando para as questões sociais, o senhor trabalha com dependentes químicos. Fale sobre esse trabalho.

Nós temos uma parceria com três casas de recuperação, Elas ficam Suzano, Jacareí e São José dos Campos. As pessoas podem questionar o motivo que essas casas não são em Mogi das Cruzes, o motivo é que é melhor para o tratamento do dependente químico que ele fique afastado do ambiente natural dele, para que ele não tenha tanto contato com as pessoas que costumava se envolver e queira voltar para as drogas. Dessa forma o tratamento é melhor direcionado. Esses trabalhos estão sendo bem positivos e temos conseguido um bom número de pessoas livres do vício. Temos o caso de um moço aqui em Mogi, que esse ano irá se formar em odontologia, e antes era viciado em crack. É uma coisa linda de se ver.

Essas entidades de apoio aos dependentes são de dentro da Igreja?

Não. Eles são parceiros que fazem um trabalho onde a Igreja e eu apoiamos, inclusive financeiramente. Eu tenho um escritório em Cesar de Souza, e lá tem um pastor que fica todos os dias de manhã para atender as pessoas que chegam. O interessado faz uma triagem com ele de livre e espontânea vontade. É tudo gratuito, atendemos somente adultos, homens e mulheres, e não realizamos intervenções.

Como as pessoas podem procurar o tratamento?

Pelo telefone da Igreja que é: 4792-6735, a pessoa pode entrar em contato e nos procurar, Ele passará por uma triagem e vamos procurar auxiliar.

O poder público mogiano tem algum trabalho em relação aos dependentes químicos?

Não. O prefeito construirá na antiga casa da criança, um trabalho com dependentes químicos, mas Mogi das Cruzes da parte do poder público, não tem nenhum trabalho nesse sentido.

Existem muitos casos de dependência química em Mogi das Cruzes e região?

Muitos. Digo que existem atualmente milhares. O que conseguimos salvar é uma ponta de uma agulha perto do número que existe, onde 90% das pessoas que sofrem desse problema de dependência são vítimas do Crack. As drogas atingem atualmente a todas das pessoas, crianças, jovens, pais de família, a situação se torna cada vez mais complicada e os governos perderam a mão disso. Hoje encontram-se usuários de todas as classes sociais, e infelizmente muita gente não quer ser ajudada.

pastor carlosQuais são seus projetos envolvendo o pessoal, político e religioso dentro de Mogi das Cruzes?

Primeiramente, tirar um tanto de pessoas das ruas e trazê-las para Jesus, para o evangelho, pois quando a pessoa vem para a Igreja ela deixa de dar despesas para o poder público, ela não briga na rua, ela não bebe e não bate o carro, não usa drogas e não vai para o hospital, então quando você tira uma pessoa da rua, e traz ela para ao evangelho, você pode ajudar não só ela, mas toda a sociedade, e claro, o poder público. Então como pastor, pretendo ganhar muitas almas para Jesus. Como vereador eu pretendo servir minha cidade naquilo que ela precisar de mim. Dezenas de projetos que vem aqui, são aprovados, aqui nós votamos nos interesses da cidade, estamos aqui para atendermos a população de Mogi das Cruzes. O segredo do sucesso de Mogi das Cruzes é dado pela harmonia entre os poderes, onde aprovamos todos os projetos que trazem benefícios ao munícipio.

Algum recado que o senhor queira dar para os nossos leitores, nesse ano de eleição?

É um momento bom para a população avaliar o nosso trabalho, mas com seriedade. Que as pessoas que possuem dúvidas venham nos procurar para que possamos esclarecer como funciona nosso trabalho, pois a maioria da população ainda não sabe. Com isso, criarem o interesse de virem na câmara nos conhecer, e conversar conosco, até para que possamos ser mais úteis a elas.

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Sobre o Autor

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Wilson Neves

Sou publicitário e especialista em Marketing , proprietário da WCN agencia de propaganda, fundador e diretor da revista digital “Sociedade Pública”.

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