Para que empreendemos???

A pergunta que faço constantemente aos meus alunos é: Para que tornar-se um empreendedor? E a resposta unânime é: para ter lucro! Para ganhar dinheiro!

Postado dia 17/03/2016 às 00:00 por Liszeila Martingo

 Empresário

Foto: Divulgação/Internet – Ser empreendedor e seus desafios

Então… é fato que os empresários buscam o lucro!!! Não discordo, absolutamente, inclusive sou uma. Contudo, só há lucro se houver consumidor/cliente. Sem ele: nada feito! Nada feito, mesmo! A empresa desaparece!

Desse modo… é de extrema importância olhar para o consumidor/cliente (a sociedade) e ser proativo. Ser um investigador e identificar suas necessidades, dores, expectativas, problemas… para então desenvolver um produto, serviço ou metodologia com benefícios e atributos tais, que venha a atender essas necessidades, sanar essas dores, responder às expectativas, solucionar problemas.

Para tanto, nós devemos “validar” com esse público-alvo nossas hipóteses…

No início, tudo se trata de hipóteses: nós acreditamos ter “enxergado” a necessidade, a dor, as expectativas e os problemas do consumidor/cliente. Temos que ir para rua, encontrar esse público-alvo que determinamos, se tudo que “achamos”, realmente “é”. E só conseguimos “validar” com uma pesquisa de mercado bem feita. Não indutiva.

A maioria das pesquisas que se vê, induzem a resposta do consumidor para o que se acredita enxergar. É necessário que sejam feitas pesquisas que obtenham respostas espontâneas. Reais. Pois com esse retorno do público-alvo, consegue-se redirecionar o negócio. Coloca-lo de novo no páreo!!

A validação através das pesquisas, podem usar ferramentas como os protótipos… simulações do que se quer oferecer como benefício. O protótipo auxilia a errar antes! A antecipar equívocos! Antes de se investir financeiramente e implantar o negócio.

O desafio de transformar ideias em negócios, passa pela confirmação de que a ideia pode ser viabilizada.

Um amigo de longa data, exemplifica essa fase com a fábula de Esopo: A Assembléia dos Ratos. Em que o moral da estória é “dizer que deve ser feito é uma coisa, fazê-la, entretanto, é “coisa” muito diferente”. Ou seja, operacionalizar um benefício é algo sério. Há que se ver como realizar.

E ao se prototipar, simular, é possível “enxergar” o cenário todo… desde as atividades chaves e recursos chaves para a operacionalização. E consequente viabilização da ideia.

O intuito com a simulação é antecipar problemas que antes só se via quando o negócio estava em curso. A ideia é que não se perca dinheiro.

Ao simular e pesquisar, obtém-se respostas que poderão redirecionar o negócio. O termo é derivado do inglês to pivot (“mudar” ou “girar”) e designa uma mudança radical no rumo do negócio. Quando um empreendedor decide mudar o plano de negócios depois de ter testado uma estratégia e não ter obtido os resultados esperados, ele pivota o negócio. Se um empreendedor faz algum ajuste no plano de negócios, como adiar ou antecipar a contratação de executivos ou trocar um fornecedor, ele não pivota a empresa — apenas muda de ideia. Pivotar é mudar de estratégia depois de perceber que a empresa estava no caminho errado.

Com o uso dessas ferramentas, o negócio tem uma probabilidade maior de sobreviver ou até mesmo, de verificar se a visão se confirma. Ou se há necessidade de se alterar partes ou o todo. A grande contribuição aqui é antecipar o máximo que puder de erros sejam corrigidos. E ao se abrir o negócio formalmente, evitar erros que poderiam fechar a empresa, além de perder os recursos investidos nela.

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Liszeila Martingo

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