Outubro Rosa

"Empoderar as mulheres é um dos desafios"

Postado dia 23/10/2017 às 09:00 por Mônica Quiquinato

Foto: Reprodução

A descoberta do câncer de mama no início aumenta as chances de tratamento e cura. Mulheres de qualquer idade podem reconhecer o que é e o que não é normal sentir em suas mamas. É preciso valorizar a descoberta de quaisquer alterações mamárias. Trago aqui duas histórias de vida para nos motivar aos autoexames e os clínicos de rotina.

“Empoderar as mulheres é um dos desafios”, afirma Morgana Krauzer, 48 anos, que enfrentou o câncer de mama detectado com o autoexame no banho três meses após seus exames de rotinas terem resultados normais em 2013. Imediatamente marcou uma consulta com seu ginecologista e fez os exames de mamografia e ultrassonografia com as devidas biópsias. Era bem pequeno e do tipo invasivo. Neste caso, a cirurgia é indicada, seguida do tratamento. Krauzer teve sua cirurgia realizada com sucesso em outubro e neste caso, em seguida todo processo de quimioterapia e radioterapia. Esse processo durou dez meses, junto com os medicamentos e o acompanhamento para controle. Além da alopatia, usou da medicina alternativa, como a terapia floral, e contou com apoio da psicoterapia, importante apoio emocional.

A forma de encarar a situação também ajuda no tratamento. Krauzer não parou de trabalhar e após as sessões de quimioterapia já marcava com os amigos para comerem uma pizza. Foi o período que mais se arrumou e uma das maiores apreensões foi com a queda dos cabelos. Para isso, conta que resolvia da seguinte forma: “Cada um de meus amigos iam à pizzaria com uma peruca ou lenço e eu me divertia com isso”.

O apoio da família e dos amigos é fundamental para a recuperação. Apesar de todo o apoio de familiares, seu parceiro não deu conta de lidar com a situação e terminou o relacionamento uma semana depois da confirmação do resultado, num momento mais crítico de sua vida. Hoje ainda lida com o medo de poder ter algo no corpo, pois o tratamento mexe com toda estrutura emocional do ser humano, mas afirma que segue com firmeza essa dificuldade.

Outro exemplo de cura detectado a tempo pelos exames é o da Umbelina Canteiro, 54 anos. Ao fazer os exames de rotina em agosto de 2015, o laboratório pediu que repetisse os exames e se submetesse a uma mamotomia, pois não havia condições de serem diagnosticados pela mamografia e ultrassom. Sua cirurgia foi realizada em abril deste ano, seguida dos tratamentos de quimioterapia e fisioterapia.

Canteiro ainda fará a última sessão de quimioterapia e conta com o apoio da família que mudou sua rotina para acompanhar seu tratamento. Encarou a perda de cabelos com firmeza e espera o fim de ano para comemorar. “Quando crescer um pouco de cabelo farei uma festa”, disse animada, pois no momento só sai de casa para as consultas médicas. Seu tratamento está sendo feito pelo SUS. Ela relata que o tratamento mexe com a autoestima, o corpo, a aparência, inchaço e para isso também conta com o amparo psicológico para continuar com o sucesso da cura.

Esses casos relatados tiveram sucesso pela iniciativa e conscientização dessas mulheres. As mulheres devem ter coragem para observarem suas mamas sempre, no banho, na troca de roupa ou em situações do cotidiano, pois o câncer de mama representa uma das principais causas de morte se não for descoberto a tempo.

 

#:
Compartilhar:

Sobre o Autor

avatar

Mônica Quiquinato

É jornalista e atriz. Pós-graduada em Comunicação Jornalística pela Cásper Líbero. Atualmente é cerimonialista na Prefeitura de São Paulo e colunista

Obs: As postagens do autor são de plena responsabilidade do mesmo, o portal se isenta de qualquer conteúdo que possa ser ofensivo.

Veja mais posts deste autor

Leia também

Assine a nossa newsletter