O último acorde do Príncipe

O ano de 2016 está levando grandes nomes, principalmente ligados à música. Recentemente, foi a vez de Prince Rogers Nelson. Talvez o maior gênio da música americana se foi e o mundo não notou!

Postado dia 03/05/2016 às 08:30 por Leonardo Carrasco

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Foto: Reprodução/Internet

O ano de 2016 está levando grandes nomes, principalmente ligados à música. Recentemente, foi a vez de Prince Rogers Nelson.

Com 57 anos, esse artista multi-instrumentista deixa o Planeta Terra com uma obra muito subestimada pelo grande público.

Todo mundo lembra das canções que ele lançou nos anos 80, afinal fizeram muito sucesso e ele era elencado como um dos três maiores ícones da música pop ao lado de Michael Jackson e Madonna. Porém, por toda sua versatilidade, seu som híbrido – tinha r&b, pop, jazz, rock, hip hop, soul, new wave, funk e tudo mais que você possa imaginar, além de gravar todos os instrumentos em seus discos e compor 99% de seu repertório, podemos coloca-lo como acima desses nomes citados, e no mesmo time de David Bowie e Frank Zappa.

Talvez, para alguns, ele tenha cometido um erro ao escolher um caminho diferente nos anos 90 até os dias de hoje, já que sumiu dos holofotes. Para outros, ele fez justamente o que precisava pra dar maior vazão a sua criação artística ilimitada, já que ele tinha um grande problema com sua antiga gravadora, a Warner, que possuía os direitos sobre a marca Prince, fazendo com que ele fosse apenas uma marionete pra produzir dinheiro. Inclusive, o próprio, anos depois, admitiu que lançou seu pior material nos início da década de 90 pra prejudicar a gravadora. O que não ocorreu, fazendo com que ele percebe-se que as pessoas não eram mais tão exigentes e aceitavam música de baixa qualidade numa boa. Como podemos ver, a indústria fonográfica só decaiu nesse século e, por isso mesmo, pra um cara comprometido com a verdadeira arte, não havia mais espaço no mainstream.

Prince lançou nada mais, nada menos, que 36 álbuns de estúdio, fora algumas coletâneas e discos ao vivo. Participou como ator de quatro filmes, sendo três deles dirigidos por ele mesmo. E ganhou vários Grammys, um Oscar, um Globo de Ouro e alguns MTV Music Awards. Claro que ele teve reconhecimento em vida, mas ainda assim afirmo que ele merecia maior crédito por sua obra. Nos EUA, ele é considerado um patrimônio cultural, agora no resto do mundo ele foi um grande cantor dos anos 80. Mal sabem que ele foi um dos maiores guitarristas da história, um tremendo baixista, um tecladista absurdo e um baita baterista!

Torço muito pra que, pelo menos depois de sua morte precoce, o mundo se interesse mais por sua discografia e um dia o coloque no patamar que ele merece. Seria uma pena se daqui a 30 anos, quando alguém perguntasse de Prince, a resposta fosse algo do tipo “ah ele foi um cantor excêntrico que fez sucesso na década de 80”. Espero que isso não ocorra. Espero!

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Sobre o Autor

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Leonardo Carrasco

Formado em marketing e publicidade, músico, ator profissional, dublador e locutor. Atualmente trabalha como diretor de marketing.

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