O sagrado silêncio

Ensinamentos sobre a vida moderna e seus excessos – de tudo!

Postado dia 20/05/2016 às 09:00 por Tania Zaccharias

 

silêncio

Foto: Tania L. Zacharias | Salar do Uyuni | março de 2016 | Páscoa

Esse texto é um belo aprendizado. Um aprendizado que eu tive a honra de receber, de ser um canal, para ele se manifestar.

Há tempos venho trabalhando essa abertura de canal – e me foi enviada uma mensagem de que, se eu quisesse, poderia juntar essa abertura com o exercício da escrita, para escrever o que quer que fosse se manifestar.

As únicas instruções que recebi foram: “Você vai sentir. Pega uma caneta e um papel e aguarda. Não pensa. Não questiona. Não tenta entender se está fazendo sentido. Apenas escreve”.

Na hora essa ideia encheu meu peito de alegria, e por semanas esperei essa energia fluir – até que após dias de uma jornada espiritual pela Bolívia com um grupo de amigos, finalmente chegamos ao Salar do Uyuni. Difícil achar uma palavra para falar desse lugar: belo, mágico, fora da Terra e do Tempo. Um deserto de sal de 12.000 km² de extensão.

Sem nada.

Só sal. Muito sal.

E silêncio. Muito silêncio.

Sentamos juntos para mediar ao pé de uma montanha de cactos. E eu senti… Com a mesma alegria que há semanas eu havia experienciado, peguei o papel e a caneta. Não questionei. Não perguntei. Apenas escrevi…

“O Sagrado Silêncio

O silêncio foi feito para ser ouvido – e não fugido como vocês tem há séculos feito…

Por não conseguirem se ouvir e Me ouvir, abarrotam seus canais sonoros e energéticos ininterruptamente.

Há séculos tenho lhes enviado Santos e Sacerdotes a fim de que possam aprender a calar. Mas vocês, lotados de tudo aquilo que preenche suas vidas diariamente, não os escutam.

Com isso, não Me escutam, e pior, não SE escutam! E ainda perguntam por que é tão difícil falar com Deus.

Vos digo: limpem seus canais, limpem seus ruídos, limpem suas emoções! E sejam como o Bambu, que oco, pode ressoar a Voz de Deus. A Voz de Mim. A Voz de Ti. A Voz de Todos.

A Cruz Inca, vazia no centro, vos lembra que é preciso assim ser para poder deixar passar, para poder deixar fluir, para poder habitar, para poder existir.

Sabeis que para poder ouvir o silêncio é preciso ser leve, pois ele paira e transmite no ar.

O peso – ou a falta – que sentem na ausência de som, é somente a falta e o peso que sentem de vocês mesmos, dentro de vós.

Aprendam a ser leves e vazios como o vento para poder comigo falar – e me sentir.

Pois é na ausência que estou. É na ausência que habito. É na ausência que vocês me encontram.

Em nenhum outro lugar.

– Mas e a música? É tão belo o dançar! – pergunto eu.

Para dançar ao som do silêncio é preciso SER Deus – como as fadas e duendes que ouvem a melodia do inexistente. Do incompreensível. Do inexplicável em qualquer outro lugar que não seja o aqui e agora neste exato momento em pleno silêncio.

Sejam como as fadas e assim podereis dançar ao som de MIM”

YAMAN via Tania L. Zacharias | Salar do Uyuni | março de 2016 | Páscoa

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Sobre o Autor

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Tania Zaccharias

Ex-menina, atual mulher "porque". Entusiasta da poesia da vida real, curiosa por tudo e sempre questionadora.

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