O que tem a ver a ecologia com o desastre de Mariana?

Imagine se a cidade de Mariana utilizar todo o material que a arrasou como matéria prima?

Postado dia 18/02/2016 às 00:00 por Claudio Antonio

Mariana

Foto: Divulgação/Internet – A cidade de Mariana após acidente

A princípio tudo, porque a sua afirmação é muito importante nos termos da sobrevivência das espécies e de um determinado rio que abastece muitas outras cidades em seu curso até o desembocar no oceano Atlântico.

Tudo que o sabemos é que foi um erro de estratégia de conservação por parte da empresa dona da barragem; na nossa visão e dos comentários da imprensa nacional, eles subestimaram o poder da força da água, subestimaram o poder da natureza em sua própria essência.

Agora o mal foi feito e todas as pessoas tentam ajudar de alguma forma, mandando alimentos de primeira necessidade, água, roupas e tudo que se possa aliviar a dor das pessoas que perderam tudo, mas não é só isso.

Este tipo de ajuda é paliativa, porque, num primeiro momento alivia e depois, como ficariam as pessoas? elas perderam tudo, roupas, casas, animais, parentes, será que esta ajuda vai continuar para sempre. Esta afirmação é uma incógnita pois a proprietária da mineradora já esta dando sinais de não depositar os devidos valores cobrados pela justiça, já fala de não poder ajudar em sua totalidade. Neste trecho de 400 quilômetros desde o acidente até a foz do rio junto ao mar, foram envolvidas inúmeras cidades, comunidades indígenas, chacareiros, fazendeiros, etc.

Como ficarão as pessoas que dependiam do próprio rio para a sua subsistência pessoal, familiar? É muito complicado, estando de fora da situação, opinarmos a respeito. Mas, podemos dar sugestões, visando dar novos rumos aos mesmos.

Como irá ficar todo aquele material lamoso que se deslocou para o leito do rio, o que será feito dele? O mesmo não se decompõe, o mesmo não se dilui na forma que está. O que será feito dele?

Neste caso a Ecologia poderá ajudar a dar uma idéia deste material acumulado que não tem para onde ser depositado novamente mas, insistiremos em dar uma sugestão que não parece lógica mas pode ser usual se as pessoas envolvidas analisarem com muito carinho.

Que tal este material ser transformado em tijolo de ótima qualidade, já que o material desta lama em sua composição possui partículas de minério de ferro e portanto, conforme a engenharia de hoje, ela poderá ser aglutinada, tratada e formará um belo tijolo de barro com características muito melhores do que o tijolo convencional.

Vocês já imaginaram todo aquele material transformado em tijolo (bem usual para a comunidade), o que a região ganharia em nível econômico? Provavelmente ganharia e muito, a princípio um novo direcionamento da economia da região e uma nova visão do reaproveitamento do material que ainda se encontra na outra barragem que está sendo monitorada, a reutilização de uma material lamacento que já se depurou por muito tempo, portanto, suas características são ótimas, dar-se-ia uma nova roupagem para a região abrindo novas frentes de trabalho, principalmente para os cidadãos das cidades que mais sofreram com todo este problema, ajudaria na remoção gradativa de toda a lama, ajudaria a ter uma nova expectativa de vida das cidades que dependiam da mineradora, ajudaria em demasia na recuperação da própria vida do rio que pelas expectativas vai demorar uns 20 anos e não mais 10 como apregoam as autoridades da região.

São ideias simples que dependem da boa vontade e uma visão imediata para alavancar tudo que se perdeu num dia e que vai demorar muito tempo para recuperar a própria autoestima da região.

Todos já pensaram nisso! É uma ótima reflexão! A ecologia nos ajuda também a enxergar tudo a nosso redor, portanto vamos pensar, pensar, pensar e agir!

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Sobre o Autor

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Claudio Antonio

Possui graduação em Tecnologia Processos de Produção Industrial pela Faculdade de Tecnologia Senador Flaquer (1982).

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