O que o Brasil não aprendeu com o marcante 7×1 fora de campo?

Já faz um bom tempo que venho me perguntando se realmente somos uma “pátria de chuteiras”

Postado dia 22/07/2016 às 07:30 por Wilson ADM

futebol

Foto: Reprodução/Internet

Me indago pelo simples fato de prestar um pouco de atenção na relação futebol x cenário político-social. É claro, após o sucesso de 2002 na Copa do Mundo, criou-se um jargão que dizia: “Sou brasileiro e não desisto nunca!” Nesta época, muita coisa mudou. Pessoas se inspiraram na história de superação do craque Ronaldo, que após uma grave lesão não só voltou como foi campeão mundial. Daí fico me perguntando: O que será que o nosso país tem feito para que nós, brasileiros, jamais desistamos dos desafios que encaramos todos os dias? OK. Vamos por partes.

Eu acredito que tudo que foi falado lá em 2002 jamais foi realizado. Vejamos como isso reflete e tem a ver com a seleção alemã de futebol. Isso mesmo! A seleção que perdeu a final da Copa do Mundo de 2002 para o nosso Brasil. Aqui eles serão nosso exemplo.

Já é sabido por todos nós que o Brasil investe pouco e muito mal no nosso próprio país, pois sempre fomos frutos de uma má administração. Mas já pararam para se perguntar porque a Alemanha conseguiu um placar no futebol de 7×1 em uma semifinal de Copa do Mundo em cima da seleção anfitriã?

Na verdade, o que aconteceu em 2014 foi reflexo de uma coisa chamada planejamento, coisa a que nós ainda não estamos habituados. Isso fica muito evidente quando, no ano de 2000, a Alemanha ficou em último lugar na Eurocopa. A partir daí houve uma reformulação dentro do futebol e da educação alemã.

O país, que já em 2000 tinha uma educação básica formidável, passou a investir mais ainda em educação, implantando, aliado ao ensino de ponta, um Programa de Desenvolvimento de Talentos. Desde então, todo atleta tem um acompanhamento nos estudos até o fim do ensino médio. Os melhores alunos, que não têm tanta aptidão para o futebol, são indicados a outros programas do governo alemão que beneficiam com bolsas de estudo superior para todos os cursos que tiverem interesse (medicina, engenharia, química, etc.).

Vale lembrar que, na Alemanha, 90% da população apoia o futebol nacional e seus programas de incentivo; ou seja: é uma nação unida por um ideal.

A partir desses programas, notou-se que surgiam excelentes profissionais (no que se refere a serviços básicos de saúde, segurança, entre outros), que acabaram colaborando para a mão-de-obra interna do país, ajudando a movimentar a economia. Pois bem, dentro desse Programa de Desenvolvimento de Talentos:

  • Todo jogador da seleção principal é obrigado a passar pelo programa;
  • Todos os clubes de futebol alemão são obrigados a ter categorias de base a partir dos 9 anos de idade (reforçando que é tanto para futebol masculino quanto para o futebol feminino).
  • Pontos de apoio para categorias de base: com isso, instalam-se “células” itinerantes que captam possíveis atletas para todos os clubes e categorias.
  • Valorização do torcedor: qualquer cidadão alemão pode acompanhar de perto todo o trabalho dos clubes e da seleção, além de contar com programas de fidelização e incentivo à cultura e ao esporte.
  • Implantação de uma filosofia de jogo, com aposta num futebol ofensivo, que marca muitos gols.
  • Criação de uma escola de técnicos, formandos de nível superior aprendem a treinar os atletas implantando a filosofia de jogo alemão. Assim, cria-se um padrão onde não há trocas constante de liderança (O atual treinador, Joaquim Low, está à frente da seleção alemã desde 2006).

Segundo pesquisa feita pela Universidade de Economia e Direito da Alemanha, a seleção alemã é a instituição com maior credibilidade do país. À frente do Parlamento, dos partidos políticos, das igrejas e polícia. Isto mostra mais uma vez a força e participação do povo alemão na organização de tudo que acontece no país.

Sendo assim, caros amigos, posso dizer que não aprendemos em nada com a derrota obtida em 2014 e que a verdadeira “pátria de chuteiras” chama-se Alemanha. Continuamos cometemos os mesmos erros: o Brasil não investe  em nada, o povo brasileiro pouco se manifesta a fim de mudar algo de verdade.

Enquanto não mudarmos o modo de encarar as coisas do dia-a-dia, tomaremos um 7×1 todos os dias. Abaixo, deixo um link para um vídeo que demostra um pouco do que escrevi anteriormente.

Bom, por hoje é só. Até uma próxima!

 

wellington Nome: Wellington Jacques Lopes

Cidade: Mogi das Cruzes

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