O que é o poliamor?

Esta é uma nova maneira de vivenciar um relacionamento amoroso

Postado dia 07/07/2016 às 08:30 por Priscila Andrade

 

poliamor

Foto: Reprodução/Internet

O poliamor é basicamente o relacionamento amoroso/íntimo com mais de uma pessoa e com o consentimento de ambas as partes.

Tema que gera polêmica, pois, ao se falar em família e relacionamentos, nos deparamos com algo que está incorporado em nossa sociedade – e claro, mudanças geram desconfianças e preconceitos. Mas vivemos em constantes alterações. Assim como outrora o divórcio fora visto com mal olhos, essa é uma transformação que não se pode ignorar. Mais uma vez nos cabe o respeito e o entendimento para poder compreender essa nova condição que a sociedade nos propõe.

Antes de entrarmos propriamente no poliamor, vamos analisar o oposto desse tipo de relacionamento, a monogamia (atualmente a única forma de relacionamento aceita em nossa sociedade). A monogamia vem do grego monos (um) e gamos (casal), ou seja, relacionar-se com um único parceiro.

A monogamia surgiu devido ao advento da propriedade privada, com isso houve a soberania patriarcal, ou seja, o homem no centro da família, e para garantir as posses e heranças era necessário o casamento com uma mulher para que essa propriedade ficasse apenas para os filhos, dessa forma restringindo o papel sexual da mulher nesse momento, pois a submissão da mesma era a garantia da transferência da descendência e propriedade, observando que a transmissão do último sobrenome era do pai (atualmente isso  não é mais necessário, a opção do último nome pode ser tanto do pai como da mãe).  (Lembrando que era visto com naturalidade as relações extraconjugais dos homens). E com o surgimento do Cristianismo a monogamia se afirmou e tornou-se de fato universal. A monogamia se deu como uma espécie de contrato social.

Atualmente, com várias mudanças nas questões sexuais, como a revolução sexual, com o direito das mulheres passando a ser reconhecido, começou a surgir outras formas de relacionamentos. Na contemporaneidade buscamos a nossa individualidade, deve ser por isso que o poliamor esteja em voga.

A palavra poliamor vem do grego poli (vários) e do latim amor, é a prática e o desejo de ter uma relação amorosa/íntima com mais de uma pessoa com o consentimento de ambas as partes.

Os adeptos da prática diferem o poliamor do swing e do relacionamento aberto. No swing a pessoa apenas se relaciona com outra sexualmente, embora haja consentimento por parte do parceiro, nesse tipo de relação não existe sentimentos. Da mesma forma se caracteriza o relacionamento aberto, a pessoa apenas “fica” com outra, mas o relacionamento sério ainda é com o parceiro.

No poliamor ou como são chamados, os poliamoristas, o relacionamento com outros parceiros há o envolvimento de sentimentos, como amor e companheirismo, enxergam o amor como algo não exclusivo e único de um só parceiro, o ciúme praticamente não existe, porque a pessoa não corre o risco de ser trocado, por exemplo.

No blog Poliamores a definição é a seguinte “um relacionamento que afirma ser possível não somente se relacionar, mas também amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo de maneira fixa, responsável e consensual entre todos os membros. ”

Um erro comum que se perpetua hoje, é dizer que antigamente não havia tantas traições (inclui-se homem e mulher), a diferença que antigamente quando isso acontecia era encoberto e não se comentava, hoje os meios são mais fáceis e caso seja descoberto a internet se encarrega de divulgar.

Assim, não é porque existe outras formas de relacionamentos, como o poliamor que a fidelidade deixou de existir, assim como o respeito. De acordo com Kelly Conde “A fidelidade depende de uma escolha racional de ambas as partes, mas para tomar uma decisão destas, é preciso antes ter a capacidade de escolha”.

Assim sendo, para finalizar, a sociedade mudou, há várias formas de família, como há várias formas de relacionamentos, o que nos cabe é o respeito pela decisão que as pessoas tomaram para sua vida.

Deixo uma reflexão interessante do professor David P. Barash “Animais muito provavelmente não podem escolher agir contra ‘o que vem naturalmente’, já os homens podem. ”

Compartilhar:

Sobre o Autor

avatar

Priscila Andrade

Professora e Educadora Sexual. Pedagoga e Mestre em Educação Sexual,

Obs: As postagens do autor são de plena responsabilidade do mesmo, o portal se isenta de qualquer conteúdo que possa ser ofensivo.

Veja mais posts deste autor

Leia também

Assine a nossa newsletter