O que é ninfomania e satiríase?

Sexo sempre foi algo associado à saúde, ao bem estar, ao prazer, e quando a pessoa tem alguma limitação em relação a isso sempre busca por ajuda especializada, mas o contrário também ocorre

Postado dia 20/04/2016 às 08:00 por Priscila Andrade

 

sexuais

Foto> Reprodução/Internet

O excesso também é prejudicial, por mais que o senso comum ache natural e até bonito o exagero em gostar de sexo. Mas o que é necessário deixar claro é que, tanto a limitação quanto o excesso em relação aos prazeres sexuais muitas vezes estão ligados a algum problema e é preciso buscar algum tipo de ajuda.

Gostar muito de sexo é natural, gostar em exagero e isso de alguma forma trazer prejuízo à vida da pessoa não é natural.

 Ninfomania: é uma compulsão sexual na qual a mulher não consegue controlar seus impulsos sexuais, causando transtorno e problemas em sua vida pessoal, pois ela não é capaz de controlar esses impulsos, querendo e fazendo sexo a qualquer momento. Ressaltando que a mulher que gosta de fazer sexo não é necessariamente ninfomaníaca. A ninfomania só é constatada quando há prejuízo na vida da mulher.

Satiríase: é o mesmo transtorno sexual, só que ocorre com os homens.

Popularmente acredita-se que as pessoas que vivenciam esse tipo de compulsão experimentam grandes prazeres, o que é um erro, pois elas não conseguem se satisfazer sexualmente mesmo tendo vários parceiros diariamente, e isso muitas vezes é seguido de arrependimento e culpa.

As palavras Ninfomania e Satiríase derivam-se do grego e da mitologia grega.

Ninfo é relativo à Ninfa que deriva do grego nimphe (que significa noiva, botão de rosa e outros significados), divindade da mitologia grega do sexo feminino que povoavam as florestas, os bosques e tinham o dom da fertilidade vinda da natureza e sempre eram alvos das luxúrias dos sátiros.

A palavra Satiríase deriva-se de Sátiro do grego sathê (que significa pênis) também são divindades da mitologia grega, do sexo masculino com aspectos de homem com cauda e orelhas de asno, além de barbas longas e órgão sexual sempre a mostra e ereto, povoavam as florestas e eram famosos por sua beleza e sexualidade exacerbada e sempre viviam perseguindo as ninfas.

Em 2014 foi lançado nos cinemas o filme Ninfomaníaca Volume I e II do diretor Lars von Trier, na época o filme foi muito falado e aguçou a curiosidade de todos, o nome que comumente é associado a gostar de sexo empolgou muitas pessoas a irem aos cinemas e talvez presenciar um pornô nas telonas, mas o que o diretor fez com maestria foi realmente mostrar a ninfomania como uma doença, que de fato ela é.

O longa tenta mostrar todo o transtorno que esse tipo de compulsão causa na vida de uma pessoa. Assim que acaba o filme a única coisa que não dá vontade é de fazer sexo, de tão forte a representação que ele constrói em torno do assunto. Para quem não viu fica a dica para entender um pouco mais do que foi relatado nesse texto.

Então, se algum dia vocês ouvirem “Eu adoro sexo! Faria todos os dias! Acho que sou ninfomaníaca”. Respondam “Não, você não é ninfomaníaca, você só gosta de sexo”.

 

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Sobre o Autor

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Priscila Andrade

Professora e Educadora Sexual. Pedagoga e Mestre em Educação Sexual,

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