O que as crianças aprendem na escola?

Conforme dados do governo federal 98,2% das crianças, entre 9 e 14 anos, encontram-se matriculadas no ensino fundamental

Postado dia 20/01/2016 às 00:00 por Leila Cabral

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Foto: Divulgação/Internet

O acesso à escola, supõe-se, deveria ser o índice catalisador de redução das desigualdades sociais mas, infelizmente, não garante ainda uma vaga em universidade pública, muito menos uma boa posição no mercado de trabalho. Não basta que esses alunos entrem na escola, é preciso mais estímulo para assegurar sua permanência nela e que adquiram conhecimento útil para a vida e, consequentemente, para o mercado de trabalho.

A Prova Brasil, de 2011, que avaliou as escolas públicas, mostrou, por meio dos resultados, que 29% dos matriculados no quinto ano do ensino fundamental ficaram aquém do nível de básico de aprendizado, em Matemática, por exemplo: 23% não alcançaram o nível de aprendizado, em Português.

Uma valorização mais salutar e menos ideal dos professores seria um fator a contribuir para a melhoria do ensino. Os salários, uma vez revistos e aumentados, seriam ponto de incentivo, inclusive, para a demanda da carreira do Magistério que carece de pessoas mais competentes no momento. Praticamente, os que compõem o cenário do magistério no Brasil recebem baixos salários. Isso os frustra e acaba interferindo em seu desempenho como profissionais.

Os deveres desses profissionais são extensos face à responsabilidade que o Estado impõe aos cidadãos, tais como: todo indivíduo com idade entre 7 e 17anos deverá estar na escola; todo indivíduo com idade de 8 anos deverá dominar a leitura; os alunos deverão ter acesso a todos os conteúdos correspondentes a sua série; todos os alunos deverão concluir as etapas de estudo (fundamental e médio).

Imagine-se ainda que no Brasil, hoje, aproximadamente 1,5 milhão de pessoas com idade escolar estão fora da sala de aula e, para cada 100 alunos que entram na primeira série, 47 terminam o 9º ano na idade correspondente, 14 concluem o ensino médio sem interrupção e  11 chegam à universidade; 61% dos alunos do 5º ano não consegue interpretar textos simples. 60% dos alunos do 9º ano não interpretam textos dissertativos; 65% dos alunos do 5º ano não dominam o cálculo e 60% dos alunos do 9º ano não sabem realizar cálculos de porcentagem.

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Sobre o Autor

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Leila Cabral

Especialista em língua portuguesa, é também doutora em literatura e história pela Universidade de SP.

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