O papel das mulheres na política

É difícil ver a realização da democracia sem a participação das mulheres nas conquistas na política.

Postado dia 08/05/2017 às 08:00 por Mônica Quiquinato

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução/Hillary Clinton

Nós mulheres somos a maioria no Brasil, com o maior número de eleitoras. Estudamos mais, ocupamos mais de 40% dos postos de trabalho e somos responsáveis por 41% do rendimento familiar.

Entretanto, estamos nos cargos mais precários no mercado de trabalho, possuímos renda inferior aos homens e, na política, ocupamos somente 10% das cadeiras parlamentares da Câmara e 16% no Senado.

A representatividade feminina é cada vez maior de candidatas, porém ainda de forma tímida. Ainda há preconceitos, exclusões e violência. Nos dias atuais é difícil ver a realização da democracia sem a participação das mulheres nas conquistas na política e nas entidades de classe, com o objetivo de construir uma sociedade mais justa e igualitária.

Apesar das dificuldades, o papel da mulher tem seu significado ampliado. Hoje não cabe mais somente os de esposa, mãe e dona de casa. Ampliou-se significativamente seu protagonismo na participação de políticas. Não entrando nos méritos políticos, Luiza Erundina foi a primeira prefeita mulher da maior capital do país e Dilma Rousseff, a primeira mulher eleita para o maior cargo político brasileiro.

Além desses, temos outros exemplos de mulheres atuantes na vida pública, tais como Alda Marco Antonio (PSD), Manuela Dávila (PC do B), Mara Gabrili (PSDB), Marta Suplicy (PMDB), Cristina Kirchner (Argentina), Angela Merkel (Alemanha), Michelle Bachelet (Chile), entre tantas outras que quebraram paradigmas, mas o cenário está aquém da equidade.

O poder ainda é predominante para os homens em todas as instâncias públicas. Há necessidade de uma reforma política inclusiva para equiparar a participação das mulheres na esfera político-partidária.

Uma pesquisa realizada pelo DataSenado com a Procuradoria Especial da Mulher mostra que a presença feminina no parlamento brasileiro é vergonhosa comparado com nosso vizinhos latino-americanos. O Brasil apresenta a penúltima pior situação, à frente apenas do Haiti. E está na 158ª posição entre os 188 países pesquisados em dezembro de 2014.

Na conclusão dos estudos, é proposto que haja 30% das vagas destinadas às mulheres em disputa no Legislativo nos três níveis federativos, com meta para alcançar os 50% e que os recursos do Fundo Partidário incentivem os partidos a buscar uma maior bancada feminina. Para isso, são necessárias regras mais eficientes para garantir esse espaço.

 

Leia mais sobre mulheres: 

Ela é muito mulher, só isso!

 

Compartilhar:

Sobre o Autor

avatar

Mônica Quiquinato

É jornalista e atriz. Pós-graduada em Comunicação Jornalística pela Cásper Líbero. Atualmente é cerimonialista na Prefeitura de São Paulo e colunista

Obs: As postagens do autor são de plena responsabilidade do mesmo, o portal se isenta de qualquer conteúdo que possa ser ofensivo.

Veja mais posts deste autor

Leia também

Assine a nossa newsletter