O “ecorrupto” e o mentiroso

Conheça o animal que se prolifera cada vez mais. Ele aceita gratificação para emitir licenças ambientais impróprias, que vão ocasionar degradações diversas

Postado dia 14/06/2016 às 07:30 por Renato Faury

 

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Foto: Reprodução/Internet

O ECORRUPTO

Trata-se de um animal que não está em vias de extinção. Ao contrário, cada vez prolifera mais, tornando-se uma praga em todos os ambientes em que se acomoda. No meio ambiente o corrupto faz muitos estragos com sua voracidade.

A maior arma dos ecorruptos é a sutileza; eles parecem inofensivos, fingem que são bonzinhos e, quando não se espera, atacam.

O seu compromisso é com o dinheiro e não com o meio ambiente. Tudo que fazem é com esse objetivo. Aprendamos a identificá-los, não sejamos suas vítimas. Alguns denunciam uma situação e cobram para resolvê-la, é claro.

Alguns que se arvoram como defensores da natureza estão mais interessados na manutenção dos seus empregos e mordomias; por isso glorificam quaisquer propostas dos superiores, mesmo as absurdas.

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Os ecorruptos aceitam gratificação para emitir licenças ambientais impróprias (como legalizar desmatamento ilegal ou autorizar atividades incompatíveis), que vão ocasionar degradações diversas.

As instituições e as regras, de um modo geral, são defeituosas, muitas vezes ineficazes, até corrompíveis. Mas, para haver controles, é preciso haver regras. A “justiça” existe através da constante reforma das instituições e das normas.

Uma lei ou regulamento só são aceitos se forem dadas condições para vigiar os seus procedimentos; sua existência presume mecanismos que assegurem o seu bom funcionamento. Uma norma que não pode ser seguida deixa de ser uma regra.

É preciso sempre reordenar os limites entre os quais os resultados da aplicação da norma se encaixam. Muitos se aproveitam dessa situação para criar dificuldades e vender facilidades.

Poluição e contaminação tóxica existem desde que existem a fabricação e o manuseio de produtos. É a eficácia do controle e das providências para proteger as pessoas de seus efeitos (não a negativa do fato ou ato) que define o nossa grau de civilização.

 

O MENTIROSO

mentirosoQuando a linguagem busca dar a determinados eventos uma dimensão que eles não têm, trata-se de sensacionalismo. A deformação dos fatos, buscando efeitos sensacionais, é fraude. Se incorporar informações inventadas, se transforma em violência.    

É um malefício que pode “fazer a cabeça” de quem não tem como opor resistência crítica. (Lembremo-nos dos estragos feitos pelos demagogos.) A falta de ética afronta a realidade. As notícias sensacionalistas devem ser condenadas. Os noticiários fraudulentos deformam a realidade e desinformam, também com relação aos temas ambientais.

Exemplos de argumentos constatados na mídia:

–   “O que posso afirmar é que temos técnicos trabalhando para resolver esses problemas”.

–   “Estamos atuando dentro das possibilidades que temos”.

Funcionários despreparados e tentando mostrar serviço são piores do que os ociosos. As grandes contaminações e poluições provocadas pelas gigantescas e ricas empresas são “facilmente corrigíveis”, devido aos “estudos científicos” que provam a eficácia dos “métodos apresentados” para a aprovação dos órgãos controladores.

Os mais desprovidos e que não podem pagar bons padrinhos para a sua causa são penalizados para servirem como exemplo da “eficiente” atuação da máquina administrativa.

 

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Sobre o Autor

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Renato Faury

Engenheiro civil pós graduado em Engenharia Ecológica, e Assessor do meio ambiente do LIONS Internacional Governadoria LC-5

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