O divino que dança em nós

Quando estou sincronizada com o sagrado, estabeleço uma relação com a natureza que me liga ao meu próximo, a mim mesma e à essência da vida

Postado dia 24/08/2016 às 10:14 por Patrícia Paz

 

dança

Foto: Reprodução/Internet

“O nosso corpo é a sede da morada do Eu Superior no nosso mundo. A chamada visão holística passa por uma maior abrangência, compreensão e assimilação do ser humano, das coisas ao seu redor e do Divino em nós. E o Divino, o Espiritual, a Alma, a Essência, a Energia Primordial, a Alma do Mundo, não importa o nome que empregamos, importa saber que esta ” Chama” habita o nosso corpo, e por meio dela se expressa… Nosso corpo carrega mistérios e expressa com a energia vital em seus movimentos, a centelha Divina que habita em nós” (ALMEIDA, 1999).

Vivemos uma rotina diária de movimento. Se não é corporal, é um movimento mental. Ou os dois ao mesmo tempo!

O movimento está presente em todo ser vivo e no universo. No crescer das plantas, nas marés, rios, na caça e no descanso dos animais, no movimento cósmico, etc.

A vida está acontecendo o tempo todo, em um grande fluxo de movimentos, em todos os momentos e em todos os lugares. Basta apenas você parar e observar. Até mesmo seu próprio ato de observar gera um movimento sincrônico entre o que está acontecendo externamente e o que se está sentindo internamente.

Tudo se move. Quando menciono o mover, menciono sobre a vida que me leva ao estado sagrado do ser.

Temos em nós a sacralidade, mesmo que para alguns esta preciosidade ainda não tenha sido despertada. Tudo é uma questão de tempo e espaço para que este movimento do despertar aconteça.

O sagrado é que nos torna vivos e que gera o movimento.

Quando estou sincronizada com o sagrado, compreendo o movimento que a vida me traz, estabeleço uma relação com a natureza que me liga ao meu próximo, a mim mesma e à essência da vida.

O movimento sagrado gera em nós uma dança divina que nos move internamente, levando ao estado de despertar e plenitude de vida.

“Toda dança nos remete a uma outra dimensão da existência, onde as condições espaciais e temporais adquirem novos significados. Dançar é sentir-se participante no mistério da essência. Não só vivenciar no corpo a sua finitude, mas, através dele, alcançar a liberdade, a sensação de se estar além de si mesmo, o abrir-se para uma multiplicidade de possibilidades” (Lilian Wurzba).

O divino dança em nós! Não há como descrever este estado em palavras, pois não é apenas um movimento que o corpo executa, é algo mais amplo, cuja dimensão é indefinível.

Aliás, o divino não apenas dança, com sua graça e majestade, mas também canta. Canta doces canções e melodias que vibra e revivifica nosso ser!

Gratidão a todos!

Desejo paz e luz a todos os seres!

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Sobre o Autor

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Patrícia Paz

Patricia Paz psicoterapeuta, psicopedagoga e arteterapeuta junguiana focalizadora de danças circulares sagradas e meditação.

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