O conto da princesa Kaguya

O filme nos mostra com bastante sensibilidade o desafio de deixar uma vida simples, porém bela para trás, para encarar uma vida vazia de luxo e riqueza

Postado dia 10/11/2015 às 09:01 por Caio Bezerra

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Quando surge a notícia de que o Estúdio Ghibli irá produzir uma nova animação, os amantes do cinema podem ter a certeza de que surgirá uma nova obra de arte no mundo. Assim é com O Conto da Princesa Kaguya (Kaguyahime no Monogatari), filme dirigido pelo veterano Isao Takahata, baseado na história do folclore japonês O Conto do Cortador de Bambu. O longa-metragem foi lançado no Japão em novembro de 2013 e no Brasil chegou aos cinemas no dia 16 de julho de 2015.

Cada sequência de O Conto da Princesa Kaguya é uma obra de arte em si, pois a animação foi inteiramente produzida em desenhos feitos e coloridos manualmente e pós-produzidos com o uso da computação gráfica. Tudo no filme parece ter saído de um sonho, desde as lindas paisagens naturais, flores, animais, personagens e cenários. A trilha sonora também é outro ponto forte, chegando a encantar o espectador com belas melodias, muitas delas feitas em um Koto, instrumento musical japonês de cordas.

Na trama, Sanuki no Miyatsuko, um cortador de bambu, encontra uma minúscula princesinha dentro de um brilhante talo de bambu. Acreditando que ela seja uma presença divina, Sanuki a leva para casa onde ele e sua esposa, Ona, decidem criá-la como sua própria filha, e a chamam de “Princesa”. A menina cresce rapidamente e seus amigos lhe apelidam de “Takenoko” (Pequeno Bambu). Sutemaru, o mais velho entre os amigos, desenvolve uma relação particularmente estreita com ela.

Abruptamente a vida que a garota possuía nas montanhas é interrompida quando o seu pai adotivo a leva para uma mansão na capital, para que ela seja cortejada e encontre um espaço na realeza. Quando ela chega a certa idade, um sacerdote real concede-lhe o nome formal de “Princesa Kaguya”. Com o passar do tempo, a garota começa a sentir saudades dos amigos e da vida simples, cheia de natureza e magia que ela possuía quando ainda vivia nas montanhas.

O filme também possui um forte apelo feminista, principalmente batendo de frente contra alguns costumes autoritários e patriarcais existentes na época do feudalismo japonês.

O Conto da Princesa Kaguya é uma verdadeira obra prima e encanta o espectador a todo momento, principalmente devido à simplicidade empregada nos traços da animação que parece ter saída de um sonho. O filme nos mostra com bastante sensibilidade o desafio de deixar uma vida simples, porém bela para trás, para encarar uma vida vazia de luxo e riqueza.

 

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Sobre o Autor

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Caio Bezerra

Jornalista graduado pela Universidade Mogi das Cruzes (UMC). Atua há sete anos na área de imprensa, tendo trabalhado em diversos segmentos

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