O Brasil tem jeito

É a confiança retomando seu lugar junto aos empresários e dando um gás extra para recomeçar no caminho da competitividade

Postado dia 21/09/2016 às 09:58 por Paulo Skaf

 

Brasil

Foto: Reprodução/Internet

 

Superar os limites, bater recordes, subir ao pódio. Em tempos de jogos olímpicos e paralímpicos, este é o foco dos atletas. Ouvi de um paratleta brasileiro que essa Paralimpíada não seria a da superação, como muitos gostam de definir, mas sim a da excelência. Pelo jeito, ele tinha razão.

Enquanto escrevia, o Brasil estava em sexto lugar no ranking, atrás apenas de China, Grã-Bretanha, Ucrânia, Estados Unidos e Austrália. Já tínhamos 48 medalhas e batido vários recordes.

Os ingredientes para desempenho tão competitivo passam por treinamento, disciplina e persistência além dos limites, investimento e confiança.

Assim também é no mundo dos empreendimentos, em especial nesta época de economia combalida. Quem quer ser competitivo precisa dedicar-se integralmente a este projeto, ter foco, ser perseverante e acreditar que é possível. Nesta semana divulgamos os resultados de faturamento dos pequenos negócios paulistas e as expectativas dos empresários com relação ao desempenho de suas empresas e da economia brasileira.

Embora continuem amargando os efeitos da retração do consumo e da baixa atividade econômica, em agosto, 35% acreditavam na retomada do crescimento tanto da economia como de seu faturamento. Em agosto de 2015 este índice era de apenas 14%.

É a confiança retomando seu lugar junto aos empresários e dando um gás extra para recomeçar no caminho da competitividade. O treino agora precisa incorporar coragem, novos movimentos em busca de conhecimento, muita criatividade, planejamento e gestão.

Já temos muitos empresários atletas fazendo isto. Em nossa rede de atendimento, presencial e virtual, quando comparamos com dados de 2015, registramos aumento médio de mais de 26% de participantes de cursos e palestras e de quase 10% em orientação especializada.

Foi o que fez a empresária Vanessa Kiyan, que viu a oportunidade de transformar a paixão pelo vôlei em um e-commerce rentável de camisas esportivas, após pesquisar mercado, capacitar-se e buscar consultoria especializada na Escola de Negócios do Sebrae-SP, que mantém uma área de mentoria para os alunos.

Foi ali que descobriu que não basta a coragem e um sonho; para crescer e ser competitivo é preciso estar em constante movimento de busca pelo conhecimento.

Assim como no esporte, a união de esforços faz a diferença. Por isso, insisto que os governantes e legisladores também façam seu dever. É preciso controlar seus gastos, eliminar os desperdícios e combater a corrupção, sem aumento de impostos, incentivar as exportações, atrair investidores, aumentar a oferta de crédito e destravar a questão da infraestrutura no país.

Está em nossas mãos garantir que o Brasil esteja sempre no pódio das nações desenvolvidas, geradoras de riquezas, empregos e negócios sustentáveis.

 

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Sobre o Autor

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Paulo Skaf

Paulistano, filho de imigrantes libaneses, tem 59 anos e é combativo defensor das condições de igualdade para que as empresas sejam competitivas.

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