O Brasil e seus desafios

Uma análise astrológica desta grande nação

Postado dia 05/01/2016 às 00:00 por Manoel Cavalcante

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Analise feita por:

acjAntonio Carlos Jorge

Profissão: Gerente de Qualidade e Meio Ambiente

Cidade: São Paulo

Administrador, astrólogo e membro da Sociedade Teosófica no Brasil.

 

O objetivo deste texto é apresentar uma análise do Brasil, suas características, potencialidades e desafios, para que possamos compreender a nossa própria natureza e com isso nos auxiliar na transformação necessária para que possamos cumprir os desígnios nobres desta terra da promissão.

Vivemos hoje em momento crucial nesta trajetória, sendo que estamos passando por uma crise que parece não ter precedentes, pois envolvem aspectos políticos, éticos e morais, de confiança, crime organizado, assalto declarado ao erário público, cinismo, escárnio e outros desvios de caráter, que refletem na desordem econômica e social.

No entanto, esta é uma grande oportunidade de passarmos a limpo questões que sempre estiveram a assombrar a nação, que sempre habitaram os porões e submundos e que agora em um processo purgativo vêm à luz do conhecimento geral, para que possamos nos defrontar com as trevas e deflagrarmos a grande luta, tanto externa, na medida em que há de ser feita a faxina, bem como interna, pois o momento exige uma autorreflexão de como temos que lidar com toda sorte de elementos que nos levaram a esse estado de coisas, pois somos também corresponsáveis.

Embora existam algumas divergências em relação ao mapa do Brasil, principalmente com a hora exata do grito de Dom Pedro I, às margens do Ipiranga, trabalha-se com o horário da 16:08 h como sendo a mais factual e é esta que considerarei aqui.

Para o Mapa do Brasil apresentado tecerei alguns comentários, que penso confirmar ser esta a hora correta.

O Brasil é Virginiano com ascendente em Aquários, confirmando o lema “Ordem e Progresso” estampado em nossa bandeira. Embora seja este um ideal positivista da filosofia empírica de Comte, o mesmo foi adotado pelo movimento republicano e indica que a busca pelo trabalho e o desenvolvimento levam a melhoria da nação e das condições sociais. Então temos o serviço (Virgem) aliado ao desenvolvimento (Aquários), que são os signos solar e ascendente do Brasil.

O Sol em Virgem indica um povo humilde, acolhedor e caloroso (Casa 7 que é a dos relacionamentos, que abre em Leão, com Vênus em sua cúspide), que tem também senso prático e ordeiro, trabalhador e prestativo.

Todas as qualidades têm suas contrapartes não edificantes, sendo estas as características que devem ser trabalhadas. Assim a humildade se transforma em subserviência e aceitação das iniquidades, que sem dúvida são desvios que estamos a observar em nossa gente.

A mesma Vênus em Leão, na Casa 7, denota uma valorização extremada do outro (aqui o outro pode ser também visto com tudo o que vem de fora), exaltando o sentido de amar com o reconhecimento do outro, podendo anular a seu próprio sentido de individualidade estabelecido pelo Ascendente (Vênus em oposição ao Ascendente).

Daí compreendermos essa nossa natureza de subserviência ao outro, valorizando em demasia a cultura alheia, com postura de licenciosidade, até sexual, na medida em que é grande a prostituição de nossas mulheres, principalmente em regiões de turistas vindos do exterior.

Desta forma, ficam em conflito com nossos valores ditados pelo espírito aquariano de liberdade, igualdade e fraternidade, gerando o denominado “complexo de vira-latas” que nos autoimpõe um sentimento de inferioridade diante ao mundo, conforme exposto na famosa crônica de Nelson Rodrigues escrita há décadas e ainda mais do que atual.

A formação do nosso povo sofre deformações estruturais, sendo visível o déficit de aprendizado existente, agravado nas últimas décadas com uma multidão de analfabetos funcionais que comprometem o nosso destino. Isso é confirmado por Saturno (restrição e tolhimento) na Casa 3 (conhecimento, linguagem e aprendizado). Este eixo (Casa 3 e Casa 9) é denominado o eixo do conhecimento, sendo que se a Casa 3 indica o conhecimento básico, a Casa 9 corresponde ao conhecimento superior. Neste caso este conhecimento superior também acaba comprometido, pois se sofremos com a distorção na formação de base, teremos iguais problemas com a qualificação elevada, impactando em poucas pesquisas e avanços nas diferentes áreas da ciência. Assim, a oposição de Saturno com Marte, nos confere esta dificuldade, sendo este o grande obstáculo que teremos que vencer, pois uma nação não se constrói sem que tenhamos qualificação de ponta.

Essa deficiência de aprendizado, no entanto, pelo trígono (Aspecto facilitador) formado com o Sol (em conjunção com Mercúrio) confere uma capacidade à nossa gente de estruturar os meios de trabalho com formação de vivência prática e de improvisação, que é o “jeitinho” que damos às coisas que muitas vezes fazem a diferença diante de outros povos, porém isso que tem sido motivo de “orgulho e esperteza” deve ser objeto de reflexão, pois parece que de fato mais dificulta do que nos auxilia.

Em relação ao governo devemos observar a Casa 10, que abre em Escorpião, indicando que a forma de governar adotada tende a ser autoritária e centrada no exercício do poder de maneira intensa, emanado de forças muitas vezes não aparentes aos olhos daqueles que veem com superficialidade. Escorpião é regido por Plutão (deus das regiões inferiores e subterrâneas), o qual se encontra na Casa 2, o setor das finanças.

No caso de um país este é o setor da economia e aqui cabe uma análise da Casa 2 juntamente com a 8.

Nos mapas de pessoas, o eixo que envolve estas duas casas é denominado “os valores”, sendo que a Casa 2 afeta aos valores da pessoa e a 8 correspondendo aos valores coletivos.

Podemos inferir, ao se tratar de um mapa de uma nação, que a Casa 2 se refere à economia e valores do tesouro público, constituindo na soma dos recursos orçamentários destinados ao provimento da função governamental, enquanto que a Casa 8 envolve os recursos, que, embora sob influência do governo, na realidade não o pertencem. Assim, podemos incluir nesta classe, todos os recursos relacionados aos fundos de pensão, FGTS, aplicações financeiras de terceiros, os depósitos nos bancos públicos que pertencem aos correntistas, bem como toda a soma de poupança de provimento destinado às gerações futuras.

Plutão, regente natural da Casa 8, está em posição cósmica inapropriada (exílio acidental) o que impõe, nesta condição, confusões entre o que pertence à nação daquilo que pertence à coletividade. Daí compreendermos as “pedaladas fiscais”, que são manobras contábeis que o governo fez para melhorar o resultado de suas contas (não declaração nos balanços de débitos a serem repassados ao Banco do Brasil, à Caixa Econômica Federal e ao BNDES para simular que gastou menos dinheiro do que realmente havia gastado no exercício anterior), ou seja, fraude que caracteriza crime de responsabilidade, objeto do pedido de abertura do processo de impedimento da Presidente.

Isto é agravado com a oposição existente entre Plutão e Mercúrio de Casa 8. No caso, o Mercúrio (deus que rege a retórica e a sagacidade) parece-me que neste caso está a serviço do ilícito (rege também a astúcia e o roubo), a se apropriar daquilo que não lhe pertence (lembremo-nos que o primeiro ato de Hermes-Mercúrio foi realizar o roubo das vacas de Apolo).

Plutão também está em quadratura (aspecto de dificuldades) com Urano e Netuno, posicionados na Casa 11 (Setor da representação da Sociedade). Assim a Casa 11 é o congresso (Câmara dos Deputados e Senado).

Neste caso a conjunção de Urano com Netuno na Casa 11, em seu lado negativo, indica lideranças sem qualquer compromisso com os interesses da coletividade. Quando o butim (Casa 2) não é negociado pelo poder da economia governamental para atender aos interesse escusos (Plutão), temos o que conhecemos: chantagens, negociatas, corrupção e todo esse quadro desolador que pontua o nosso noticiário (ao menos a mídia não manipulada).

Aliás a mídia está associada à Casa 9, com Marte, regente da Casa 3 em Escorpião, levando a um quadro de desilusão geral (Netuno em Capricórnio é falta de autoridade hierárquica).

A Casa 9 também representa a justiça, ao menos enquanto o ideal de justiça, e tão bem conhecemos o que se passa nos tribunais, nas suas diferentes instâncias, embora tenhamos exceções que agora se faz presentes, indicando que há esperança.

Netuno na Casa 11 significa também o espírito de altruísmo, indicando o exercício da compaixão às causas humanitárias e sociais, o que também nos alimenta a esperança de que esta virtude felizmente ainda poderá ser obtida.

Enquanto isso não ocorre, continuamos na velha condição de ser sempre a “Pátria da Esperança” e a “Nação do Futuro”.

Ainda temos a Lua (mãe) em conjunção com Júpiter (fé e religião) posicionados na Casa 4, que está relacionada às nossas origens, ancestralidade, mãe e tradições. Não é sem motivo que a nossa padroeira é Nossa Senhora Aparecida, que habita o inconsciente coletivo do brasileiro. A grande Mãe.

A Casa 4 também se relaciona à família e à propriedade e aqui, cabe alertas:

Toda iniciativa que vier a anular esses valores, destruição da fé e dos sentimentos que nos unem, ameaçará a Nação, constituindo-se em fonte de revolta por parte do povo, como já observado nos casos em que a Santa foi aviltada. Nossa Senhora representa um arquétipo poderosíssimo.

Que nenhum governante ou instituição ouse desafiar com discursos de desagregação os valores da família, e aqui não somente a família consanguínea, mas também a grande família que une os brasileiros, independente de sua cor, classe social, região ou credo, pois enfrentará a seu tempo o peso da mão invisível de forças jamais vistas.

O Dharma da Nação haverá de se cumprir com a superação das dificuldades, mesmo porque a cabeça do dragão se encontra em Aquários, nas Casas 12 e 1, indicando que o Brasil haverá de exercer a liderança mundial, fazendo-se cumprir o ideal de transformar essa terra de leite e mel, na tão sonhada Terra de Vera Cruz, onde se convergirão todos os povos, todas as línguas, toda a humanidade.

Isso, no entanto, não ocorrerá sem que façamos o trabalho necessário em nos transformar nos agentes íntegros desta grande missão.

Não nascemos aqui por acaso. Somos os artífices desta construção.

Somos os filhos escolhidos para a formação do berço onde florescerá a união e a paz divinal.

Não tenham dúvida!

 

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Sobre o Autor

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Manoel Cavalcante

Psicólogo, jornalista, escritor, editor, e coordenador das Lojas Teosóficas do Estado de São Paulo.

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