O Brasil do futuro

O Brasil está revendo um momento tenso e importante para escrever novas páginas de sua história, marcado novamente por lutas e revoluções políticas e sociais. Na verdade, uma versão nova de uma coisa antiga

Postado dia 02/05/2016 às 09:00 por Wilson ADM

brasil

Foto: Reprodução/Internet

A alquimia é uma ciência com origens na antiguidade, e existe um princípio de alquimia que é conhecido por “solve et coagula”. Esse princípio traduzido para a língua portuguesa significa algo como “separar e unir”. O conceito “solve” é uma forma de explicar que na natureza tudo se dissolve. Entenda a natureza como tudo que há no universo, onde nada é eterno, nem o homem, nem pensamentos e nem as maiores e colossais galáxias. Tudo passa por um processo de desconstrução, e após essa primeira transformação, o que surge é uma nova construção, definida pelo conceito de alquimia chamado de “coagula”, ou seja, as partes dissolvidas se juntam novamente criando algo novo.

Essa explicação vem a calhar para o momento que o mundo passa hoje. De um lado, existem povos inteiros clamando por guerras, de outro, povos clamando por paz.

O século XX foi marcado por terríveis conflitos, sendo eles religiosos, econômicos, políticos, étnicos, e o grande e rápido desenvolvimento tecnológico ao mesmo tempo, criou em poucas décadas um mundo completamente novo. Existe um mundo antes da Primeira Guerra Mundial, e um mundo depois da Segunda Guerra Mundial. Esse período de quase meio século marcado por barbaridades que assombram até hoje muitas culturas, deu origem ao nosso “admirável mundo moderno”.

Países caídos como o Japão, deram um exemplo de civilidade e competência, e se reergueram com honra e união. A Alemanha, país que cometeu terríveis atos contra a humanidade, hoje é uma nova pátria que mesmo tendo amargado muita vergonha dos atos cometidos no passado durante algumas gerações, hoje ergue-se como uma das maiores potências mundiais.

Estamos chegando quase na terceira década do século XXI, e após tantas transformações no mundo, nota-se um grande número de pessoas em diversos países por todos os continentes, conscientes da necessidade de ser colocado um fim a tantos conflitos.

Mas lutar contra a guerra não é tão eficaz quando agir a favor da paz. O caminho da paz, é a própria paz, da tolerância é a própria tolerância, e do amor é próprio amor.

O Brasil está revendo um momento tenso e importante para escrever novas páginas de sua história, marcado novamente por lutas e revoluções políticas e sociais, na verdade, versão nova de coisa antiga. O brasileiro paga caro para assistir um país dividido onde não se sabe mais quem está certo ou errado, se é o opressor ou quem se diz oprimido, se foi quem escarrou ou quem foi escarrado, quem agrediu o quem foi agredido. O que tem valor e o que foi está falido se confundem nas ruas pelas bandeiras, gritos, partidos do coração e corações partidos.

Brasil, gigante pela própria natureza abrigando homens tão pequenos, e que podem destruir o que de maior existe aqui, o próprio brasileiro.

Se o impeachment for acatado, ou for recusado, pergunte a você mesmo se saberá o que fazer para dar um passo adiante. Se dará um passo à frente ou se passara na frente. Luta estranha essa que se ganha perdendo. Fé cega nos estilhaços de democracia que servem para o povo como se fosse lavagem. Um grande teatro com personagens que roubam bem mais do que a cena e os corações dos aflitos, estes novos seres pensantes, militantes do próprio calo, servidores do próprio destino, sofredores da própria vontade, desafinados cantando o mesmo hino…

Então de repente, esse enorme conflito entre o vermelho com foices e martelos contra o endireitado verde e amarelo leva à total destruição desses conceitos ideológicos. Quando destruídos por completo, os sobreviventes podem finalmente recolhendo seus cacos, ver tantas coisas que não servem mais, e quem sabe juntos podem construir um novo e melhor ser vivente, mais sábio, mais forte e mais belo.

 

#:
Compartilhar:

Leia também

Assine a nossa newsletter