O ar que respiramos fora de casa

Somos atingidos por fumaça, poeira, fuligem e outros poluentes provenientes da combustão em atividades industriais, além de veículos automotivos, queima de mato e lixo na vizinhança

Postado dia 09/08/2016 às 08:30 por Renato Faury

 

ar

Foto: Reprodução/Internet

Alguns materiais descartados são queimados e a fumaça tóxica atinge as pessoas. O poluente gasoso mais abundante na atmosfera das cidades é o monóxido de carbono (CO), que é o mais perigoso tóxico respiratório para os homens e os animais.

Outro poluidor químico na atmosfera, cujos efeitos atingem longas distâncias, é o dióxido de enxofre (SO2), resultado da combustão de derivados de petróleo e de carvão.  A saúde dos seres humanos e dos animais é afetada; a chuva, ao passar pelo SO2, torna-se ácida e pode corroer as construções e a vegetação.

O dióxido de nitrogênio (NO2) que se forma nas névoas sobre as grandes cidades é outro material tóxico para as vias respiratórias e que pode ocasionar enfisema pulmonar e distúrbios sanguíneos. É tóxico para as plantas e ataca a pintura dos edifícios.

A queima incompleta de combustíveis deixa no ar os compostos orgânicos voláteis, que contribuem para a formação do ozônio.

O O3 é produzido pela reação entre o oxigênio da atmosfera, os óxidos de nitrogênio e os compostos orgânicos que saem dos escapamentos dos veículos na presença de luz solar intensa. A presença deste poluente danifica a vegetação, agrava doenças respiratórias, como asma e bronquite, e provoca até mutações genéticas e câncer.

Apesar de ser um poluente urbano, atinge as áreas rurais das grandes cidades porque é carregado pelas correntes de ar. As emissões de monóxido de carbono (CO), produzidas pela queima incompleta de combustíveis, quando em altas concentrações podem causar tonturas e alterações no sistema nervoso central.

Um dos efeitos é a diminuição dos reflexos e da capacidade de estimar intervalos de tempo, no aprendizado e no trabalho.

Os elevados teores de CO no ar são consequência do acréscimo do número de veículos automotores, aliado ao fato de que a frota é antiga e muitas vezes os motores estão desregulados.

Além de respirarmos os resíduos dos escapes dos automóveis que circulam nas ruas próximas, convivemos com queima de lixo, com a fumaça do carvão dos churrasqueiros de plantão e dos cigarros, que vêm sempre na nossa direção. O ar das praças ainda pode conter dejetos de animais, como cães, gatos, pombos, ratos, etc.

As fezes de pombos contêm fungos que podem provocar enfermidades graves no sistema nervoso. A presença dos fungos nos gramados das praças é preocupante, já que são fonte de contaminação aos humanos.

O fungo pode se dispersar no ar e depois ser inalado pelas pessoas, podendo causar infecção pulmonar e meningite.

Enfim, cuidado com o ambiente de diversão: há muitos riscos nas áreas de circulação pública.

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Sobre o Autor

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Renato Faury

Engenheiro civil pós graduado em Engenharia Ecológica, e Assessor do meio ambiente do LIONS Internacional Governadoria LC-5

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