O ar que respiramos dentro de casa

Confiamos que o ar que se respira dentro de casa seja melhor que o da rua ou o de dentro uma fábrica. Mas isso pode não corresponder à realidade

Postado dia 04/08/2016 às 08:00 por Renato Faury

ar

Foto: Reprodução/Internet

Dentro de casa, convivemos com diversos materiais tóxicos, como tintas, inseticidas, desinfetantes, ceras de origem química, resinas dos móveis, pisos e carpetes, voláteis resultantes da queima de combustíveis no fogão, fumaça de cigarro, presença de pelos de animais, ácaros, mofo, etc.

Respirar ar puro e de forma correta é fundamental para o sangue venoso se reoxigenar. A inalação de produtos tóxicos pode ocasionar indisposição, dores de cabeça e muitos outros males.

A fumaça doméstica é a quarta maior causa de doenças e mortes nas regiões mais pobres. Segundo a Organização Mundial de Saúde, este é um problema fácil de resolver: basta erguer chaminés. Neste caso a poluição doméstica pode ser reduzida em até 80%.

As emissões poluentes domésticas proporcionam às nossas famílias (ou, no caso de escritórios e consultórios, aos colegas de trabalho) uma poluição exclusiva, em função das características e quantidades dos produtos tóxicos emanados.

O PCB (bifenil-policlorados) está presente em ceras, adesivos, asfaltos, plásticos, impermeabilizantes, isolantes, aparelhos elétricos, etc… São acumulativos no organismo e podem provocar a degeneração do fígado e lesões na pele.

Os aparelhos de ar-condicionado sem manutenção adequada acumulam sujeira e contribuem para a proliferação de fungos e bactérias. Um filtro muito sujo dificulta a passagem de ar e desregula o aparelho. A limpeza deve ser feita a cada 6 meses. O ar quando frio e seco irrita as vias aéreas superiores: brônquios, traqueia, laringe, faringe e nariz. As mucosas que entram em contato direto com o ar ficam ressecadas com a baixa umidade.

O sistema de respiração humana acontece em meio aquoso. A falta de umidade resseca e irrita o caminho por onde passa o ar até chegar ao pulmão. O ar frio, além de ressecar as vias respiratórias, faz o corpo trabalhar mais para levar o oxigênio até a corrente sanguínea.

A variação da temperatura, mesmo para quem não sofre de doenças respiratórias, pode provocar coriza, rinite, rouquidão, pigarro, falta de ar e gripe.

O organismo precisa aquecer o ar para que alcance a temperatura ambiente do corpo, que é de 37º C. As pessoas com predisposição a alergias ou doenças respiratórias, como asma ou bronquite, devem evitar esses ambientes.

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Sobre o Autor

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Renato Faury

Engenheiro civil pós graduado em Engenharia Ecológica, e Assessor do meio ambiente do LIONS Internacional Governadoria LC-5

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