Nosso lazer em risco!

As empresas de telecomunicação querem estabelecer a quantidade de consumo de dados efetuados por quem usa a internet fixa e fazer com que, após usado suas quantidades de banda, o usuário fique impedido de continuar o consumo a não ser que pague mais

Postado dia 26/04/2016 às 08:00 por Écio Diniz

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Foto: Reprodução/Internet

Quem já leu o livro “1984” de George Orwell entende o que acontece quando grupos determinantes da sociedade solapam a capacidade de consumo das pessoas, regulando o que consomem. Hoje, em 2016, estamos vivendo justamente isso em todos aspectos. E falar sobre lazer não é só trazer o conforto cultural aos olhos, mas também informar sobre os acontecimentos que podem interferir no lazer em si.

As empresas de telecomunicação querem estabelecer a quantidade de consumo de dados efetuados por quem usa a internet fixa e fazer com que após usado suas quantidades de banda o usuário fique impedido de continuar o consumo a não ser que pague mais. Devo esclarecer que o Brasil está entre os países que tem o pior serviço de internet disponibilizado, ficando na mesma linha de países como Vietnã e Sri Lanka.

Devo lembrá-los que a coisa vai desandando com o despreparo dos agentes reguladores que fazem afirmações culpando os consumidores e não o distribuidor de serviço. Como por exemplo a citação de João Rezende, presidente da Anatel, durante uma coletiva de imprensa do órgão na última segunda-feira (18) “A gente sabe que o que acontece é principalmente com games on-line né!? Tem gente que adora ficar jogando…” Ou seja, a culpa do consumo de dados “em excesso” é dos gamers, estes que movimentaram na economia do país quase US$ 1 bilhão por ANO!

A coisa fica ainda mais feia, se entendermos que isso afetará diretamente nosso estilo de vida. Quem assiste seriados e filmes pela Netflix, ou assiste on-line (que é o meu caso para muitos animes, filmes e séries), ou baixa para ver depois, ou baixa música, ou estuda por streaming e etc. ficará impossibilitado de ter seu momento de lazer pelo monopólio das empresas na distribuição de acesso e tudo isso acontecerá devido à benção de uma agência que deveria compreender o que realmente está acontecendo, que é cobrar mais por um serviço de péssima qualidade. (Desabafo!)

Contudo calma, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) disse em alguns meios de comunicação que repudia essa, que pode ser a nova modalidade de cobrança das empresas. Segundo afirmou nesta terça-feira (19), o presidente da OAB Claudio Lamachia, que é ‘inaceitável’ a resolução cautelar da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicada no Diário Oficial da União. E não só a OAB como a Proteste e o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) estão na luta para barrar essa insensatez criada para fazer mais dinheiro para as corporações e prejudicar o maior interessado que é o consumidor.

Sendo assim amigos, façam suas partes acompanhando essa questão e apoiando quem pode intervir para que isso não ocorra, afinal é o nosso lazer em jogo e lutar por ele é nossa obrigação.

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Sobre o Autor

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Écio Diniz

Écio Diniz é jornalista atuante, formado pela Universidade Brás Cubas, gosta de história

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